domingo, 29 de julho de 2012

Reflexão para o 17º Domingo Comum "B"

Evangelho: João 6,1-15.

Compaixão para servir os pobres e necessitados
Jesus sabe que o caminho dos homens é longo e que eles são fracos. Podem desfalecer enquanto caminham pelo mundo afora. É o que vemos no Evangelho de hoje: Jesus tem compaixão daquele povo que já estava cansado e com fome. Assim, compadecido em despedi-los neste estado, realiza o portentoso milagre da multiplicação dos pães.
A multidão seguia Jesus, “porque via os sinais que Ele operava a favor dos doentes”. No entanto, o Senhor tinha para com eles um zelo e um olhar de quem via todas as suas necessidades. Assim foi que, logo ao enxergar a multidão que vinha ao Seu encontro, Cristo lembrou-se de que eles deveriam estar com fome e precisavam se alimentar. Jesus aproveitava todas as oportunidades para instruir os Seus discípulos e para dar testemunho da bondade do Pai. Por isso, Ele os punha à prova a fim de medir a generosidade daqueles que caminhavam com Ele.
O Senhor sabia que a multidão faminta não poderia aprender os mistérios do Pai e, ao mesmo tempo, exercitava os Seus discípulos a não se omitirem diante dos desafios e a se colocarem sob a Providência Divina: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”
Assim foi que – questionados sobre o que teriam de fazer – apareceu André que lhe deu a notícia de alguém que tinha cinco pães e dois peixes. São lições que, hoje, servem para a nossa vida: Como alimentar tanta gente tendo tão pouco? O que fazer? O que pensar? Desistir, resmungar, murmurar?
“Fazei sentar as pessoas”, diz Jesus. O que isto pode significar para nós? Quando nos sentamos em família e em comunidade, colocamos o pouco que temos nas mãos de Deus e juntamos os nossos poucos dons e os oferecemos ao Senhor, o milagre acontece. Cada um de nós tem seu papel no diálogo, na compreensão, na serenidade, na partilha do amor. Quando nos colocamos nas mãos do Pai e nos dispomos a partilhar o que temos, com amor, Ele multiplicará Suas graças de provisão e nunca nos faltará nada.
Você tem vivido isso na sua família? Já percebeu, na sua casa, o que cada um tem para oferecer? Costuma sentar-se para fazer uma avaliação das suas possibilidades colocadas nas mãos de Deus? E o que é feito do milagre? Ele já aconteceu? Todo milagre é possível, porque Jesus se despiu de Sua glória, tornou-se ser humano e habitou entre nós.
Vemos, neste texto, que Jesus estava sempre próximo da multidão, dando-lhes acesso por meio de Sua convivência na sociedade. Jesus vivia no meio do povo: religiosos e pecadores, fariseus, sacerdotes, prostitutas, romanos, samaritanos, judeus, fenícios, ricos, pobres, fazendeiros, agiotas, lavradores, coletores de impostos, militares, pescadores, revolucionários, leprosos, cegos, aleijados, loucos, possessos, homens e mulheres.
Jesus encontrava as pessoas onde elas estavam: seja um cego à beira da estrada, uma mulher no poço, um agiota desiludido caminhando. Ele sempre aceitava o convite para passear, jantar, ir à casa dos outros, conhecer uns amigos, visitar doentes, ler a Bíblia, beber um copo de vinho numa festa etc. Assim, você deve, hoje, “sair do templo” e conviver com as pessoas. Vá ao encontro delas, porque você precisa ser o milagre entres os povos.
Este era o contexto, anterior ao milagre da multiplicação de pães e peixes, ao qual Jesus estava inserido: a) O dia havia sido exaustivo; b) Jesus recebe a notícia do assassinato de João Batista; c)  Ele sabe que Herodes perguntava por Ele. O Senhor respirava ameaças de morte. d) Ele recebe Seus discípulos contando tudo que tinham feito e ensinado, após serem enviados dois a dois. e) Jesus não teve tempo de almoçar nem de descansar. f) Mas, diante da multidão necessitada, reviu Sua agenda. Ele permitiu que a necessidade do povo carente se impusesse à d’Ele.
A compaixão venceu o luto, a ameaça de morte, o cansaço e a fome. A compaixão é o instrumento de Deus para nos fortalecer, para servir os pobres e os necessitados. Fuja do ativismo religioso que prioriza templo, coisas, programações. Priorize sempre as pessoas.
“Quem não serve para servir, não serve para viver”. Pregue o Evangelho para todo mundo. Para falar de amor, eu tenho de aprender a repartir o pão, chorar com os que choram e me alegrar com os que se alegram.
Lembro-lhe que o serviço acontece como uma ponte que liga a Palavra do Evangelho anunciada e a necessidade humana. E nós, discípulos de Cristo, somos os construtores dessa ponte para transformar vidas e salvar almas.

Padre Bantu Mendonça

Catequistas estudam a Carta Apostólica "Porta Fidei"

Na manhã de hoje, os catequistas Hermerson Saulo e Ivanice Severiano, representaram nossa comunidade no primeiro encontro de formação catequética entre as paróquias de S. Antônio de S. Galvão e N. Sra. de Fátima, após a divisão territorial ocorrida em 15/08/2010.
O encontro aconteceu no Centro de Pastoral Pe. Pedro Cahir, CSsR, no bairro Nova Parnaíba onde tratou-se de estudar a Carta Apostólica "Porta Fidei" de Sua Santidade Bento XVI com a qual convoca o Ano da Fé (2012-2013) a ser inaugurado em 11 de outubro próximo em comemoração do 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II e 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica, instrumento indispensável a todo catequista. 
O estudo do documento pontifício foi dirigido pelo Coordenador Diocesano de dimensão Bíblico-Catequético, Sr. Jurandir. A catequista da Comunidade N. Sra. das Dores (Tabuleiro - Paróquia de Fátima), Sra. Rosiane conduziu o momento de oração inicial e o catequista H. Saulo, da Comunidade N. Sra. Aparecida (Broder Ville - Paróquia Fr. Galvão)  fez a leitura da Carta aos Hebreus, capítulo 11, que trata sobre a fé na história do Povo de Deus.
Ao final do encontro as coordenadoras paroquiais de Catequese, Sra. Socorro (P. Fr. Galvão) e Sra. Conceição (P. de Fátima) agradeceram a presença de todos os catequistas, a parceria entre as paróquias-irmãs e a exposição do palestrante. Aproveitarem a oportunidade de darem importantes informes, sobre os dias de próximas formações e comemoração do Dia do Catequista, em agosto próximo.

Clique e veja a foto ampliada!
Que esta parceria entre paróquias continuem a acontecer!

sábado, 28 de julho de 2012

PARTICIPE DE MAIS UMA ORDENAÇÃO PRESBITERAL

No próximo sábado, 4 de agosto, mês vocacional, Festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos padres, participe de mais uma ordenação sacerdotal em nossa Catedral diocesana!
Serão ordenados os diáconos: Luiz Gomes, Francisco José (diocesanos) e Valmir Manoel (missionário do  P.I.M.E. - Pontifício Instituto de Missões Exterior)


Rezemos pelos futuros sacerdotes da Santa Igreja de Deus!

Matéria relacionada, acesse aqui!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CNBB apresenta subsídios para Semana Missionária da JMJ Rio2013

Na expectativa para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no Rio de Janeiro de 23 a 28 de julho de 2013, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o documento: "Caminhando para a JMJ 2013", um subsídio direcionado aos jovens e outro aos adultos, produzido pela Comissão Episcopal para a Juventude.
Preocupada em organizar bem a Semana Missionária da JMJ – dias que antecedem a jornada mundial no Rio de Janeiro, conhecidas anteriormente como Pré-Jornadas -, que ocorrerão em todo Brasil, a CNBB apresenta nos subsídios uma série de encontros “a fim de que todos, jovens e adultos de todas as comunidades cristãs, possam aquecer o coração e acorrer ao encontro de toda juventude brasileira, descobrindo nela o Cristo que se faz jovem e proporcionando-lhe oportunidades de viver a Vida em Plenitude, anunciada no Evangelho”.
Na apresentação do documento, o Secretário Geral da CNBB e Coordenador Geral da Comissão Especial da CNBB para a JMJ, Dom Leonardo Ulrich Steiner, e o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude e Secretário Geral da Comissão Especial da CNBB para a JMJ 2013, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, afirmam que o subsídio deseja levar os jovens e as comunidades a serem expressões vivas do Evangelho. Ao mesmo tempo, também pretende ser um instrumento que auxilie os jovens a evangelizar outros jovens.
Clique e baixe-o!
"Que a riqueza deste material, a ser utilizado nos meses que antecedem a Jornada Mundial da Juventude de 2013, nos desperte para a grandeza de ser cristãos e para a missão que Jesus nos confiou: 'Ide e fazei discípulos meus'”, destacam os bispos no documento.
O documento foi preparado tendo como pilares os objetivos da Semana Missionária da JMJ: proporcionar experiência cultural, suscitar compromisso solidário e oportunizar momentos de oração. 
O material, que também foi pensado e elaborado para auxiliar bispos, padres, diáconos, líderes leigos, coordenadores de pastoral, catequistas e coordenadores de grupos de família, traz os seguintes temas para os encontros: As Jornadas Mundiais da Juventude; Ir aos jovens; Encontro Pessoal com Jesus Cristo; Brasil: Nossa cara, nossa cultura; Fé e cultura; Ir aos pobres; Reconciliação; A centralidade da Eucaristia; e Jovens agentes da missão.
Clique e baixe-o!
"Conforme os anos se passam, a cultura das JMJs não para de crescer. Segundo o Cardeal Rylko, responsável pelo Pontifício Conselho para Leigos em Roma, 'está surgindo entre nós uma geração JMJ!'. Tamanha é a força da experiência de poder participar com jovens do mundo inteiro da celebração da fé e da alegria de serem cristãos. O Brasil deseja ser parte deste caminhar tão importante que a JMJ promove. Nossos jovens, sempre acompanhados pela Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que visitaram dioceses de todo os cantos deste país, se colocam como peregrinos e discípulos missionários a caminho da terra sagrada que será o Rio, em julho de 2013", ressaltou, no documento, o diretor executivo do Setor Preparação Pastoral da JMJ Rio2013, padre Leandro Lenin.
Clique nos links abaixo para baixar os subsídios "Caminhando para a JMJ 2013" ou clique nas imagens ao lado.


Subsídio para jovens

Subsídio para adultos

Com informações da Canção Nova e Arquidiocese do Rio.

domingo, 22 de julho de 2012

Acontece no Brasil o XI Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora

Teve início, na noite deste sábado, 21 de julho e se encerra no próximo dia 26, em Brasília, o Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora (Equipes Notre Dame). O Brasil é o terceiro país no mundo a receber o Movimento e o primeiro de língua não francesa. Este ano, pela primeira vez, o Encontro Internacional se realiza fora da Europa. Durante a cerimônia de abertura foi lida a mensagem enviada pelo Papa Bento XVI ao Cardeal Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB. 
Durante o Encontro Internacional, serão realizadas palestras, testemunhos, missas e reuniões de grupos de assimilação. Acontecerá também um ato público no coração político do país no dia 24 de julho, com a finalidade de testemunhar a vivência do sacramento do matrimônio. O lema deste XI Encontro Internacional é “OUSAR O EVANGELHO”, inspirado no Evangelho de Lucas 10, 30-37, na passagem do Bom Samaritano. 
Na preparação do evento, que durou 3 anos, tomaram parte cerca 728 voluntários brasileiros. Os inscritos são 7.600 dos quais 452 sacerdotes provenientes de todo o mundo, inclusive 18 bispos. 
Eis o texto integral da mensagem enviada pelo Cardeal Bertone em nome do Santo Padre: 

Eminência Reverendíssima, 

O Sumo Pontífice, informado da realização em Brasília do XI Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora, me incumbiu de vir por este meio fazer chegar a sua paterna saudação aos participantes e a todos casais do Movimento nascido duma clarividente intuição pastoral do Servo de Deus Henri Caffarel, sacerdote, e cuja missão não viu diminuir, com o passar do tempo, sua atualidade e urgência, antes de certa forma aumentou à luz dos problemas e dificuldades que o matrimônio e a família experimentam hoje rodeados por uma atmosfera de crescente secularização. 
Neste contexto, os casais das Equipes de Nossa Senhora proclamam, não tanto com palavras como sobretudo com a vida, as verdades fundamentais sobre o amor humano e sobre o seu significado mais profundo: «Um homem e uma mulher que se amam, um sorriso de criança, a paz de um lar: eis uma pregação sem palavras, mas extraordinariamente persuasiva, na qual cada homem pode já pressentir, como que por transparência, o reflexo de outro amor e o seu apelo infinito» (Paulo VI, Aos casais das equipes de Nossa Senhora, 4 de maio de 1970). 
Claro, este ideal pode parecer demasiado alto. Por isso mesmo, o Movimento incentiva os seus membros a beberem constantemente nas fontes da graça do sacramento do matrimônio e da participação na Eucaristia dominical; para além do recurso à graça dos sacramentos, lhes propõe, com grande sabedoria, um «método» rico de compromissos e sugestões simples e concretas para viverem no dia a dia a espiritualidade encarnada de esposos cristãos. Entre eles, sublinha-se o «dever de sentar-se», isto é, o compromisso de manter periodicamente um tempo de diálogo pessoal entre os cônjuges, durante o qual fazer presente um ao outro, com toda a sinceridade e num clima de escuta mútua, os problemas e os assuntos relevantes para a vida de casal. No nosso mundo tão marcado pelo individualismo, o ativismo, a pressa e a distração, o diálogo sincero e constante entre os esposos é essencial para evitar que surjam, cresçam e endureçam incompreensões que, infelizmente, muitas vezes acabam em rupturas insanáveis que já ninguém ajuda a consertar. Por isso, cultivem este valioso hábito de sentar-se um ao lado do outro para falarem e se ouvirem, para compreenderem um ao outro sempre de novo no meio das surpresas e dificuldades do longo caminho. 
Dentro de três meses estaremos comemorando o cinquentenário da abertura do Concilio Vaticano II, que, em muitos dos seus documentos, ofereceu à Igreja do nosso tempo uma visão renovada do valor do amor humano, da vida conjugal e da família; nessa ocasião começaremos o Ano da Fé, para reencontrar toda a vivacidade e a alegria do anúncio da fé no nosso mundo e no nosso tempo. Sua Santidade Bento XVI convida os casais cristãos a serem «o rosto sorridente e doce da Igreja», os melhores e mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé, dom de Deus oferecido com largueza e generosidade a todos, para que possam encontrar cada dia o sentido da sua vida. E, como sinal de gratidão eclesial, de estímulo para os novos desafios em aberto e como penhor de graças e luzes do Alto para os trabalhos do XI Encontro Mundial das Equipes de Nossa Senhora, o Santo Padre concede aos participantes e respectivas famílias a implorada Bênção Apostólica. 
Aproveito o ensejo para testemunhar a Vossa Eminência Reverendíssima os meus sentimentos de fraterna estima em Cristo Senhor.
Vaticano, 5 de julho de 2012
Tarcisio Card. Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade 

As Equipes de Nossa Senhora – segundo texto da agência Zenit – são um movimento Cristocêntrico da Igreja Católica Apostólica Romana, fundado pelo Padre Henry Cafarrel e alguns casais franceses durante a Segunda Guerra Mundial, nos idos de 1938, na França. Constitui uma Associação Internacional Católica de Leigos, reconhecida pelo Decreto 650, de 1992, do Pontificium Consilium pro Laicis do Vaticano. Tem como carisma a “Espiritualidade Conjugal”, e como mística – “Reunidos em nome de Cristo, no auxílio mútuo e testemunho do sacramento do matrimônio”. No site www.ens.org.brpodem ser encontradas as mais diferentes informações sobre o movimento. 
Hoje, as ENS estão em 86 países do mundo. No Brasil, já estão implantadas desde 13/maio/1950, tendo sido seus precursores o casal Nancy e Pedro Mancau, em São Paulo/SP. O Brasil é o terceiro país no mundo a receber o Movimento e o primeiro de língua não francesa. 
Cada ENS é composta de cinco a sete casais e um Conselheiro Espiritual (CE), que pode ser Sacerdote, Diácono, ou religioso/religiosa, integrando os dois sacramentos de serviço, Matrimônio e Ordem, favorecendo o posicionamento dos casais na visão e doutrina da Igreja nos temas atuais em relação à família e à vida em casal. 
A cada seis anos realiza-se um Encontro Internacional das ENS. 

sábado, 21 de julho de 2012

Reflexão para o 16º Domingo do Tempo Comum

Abaixo, postamos um artigo comentando a Liturgia da Palavra (1ª Leitura - Jr 23,1-6; Sl 22, 2ª Leitura - Ef 2,13-18; Evangelho - Mc 6,30-34) deste 16º Domingo do Tempo Comum (Ano B). O autor faz também uma análise sobre esse tempo de Eleições municipais.

O pastoreio 

Queremos olhar para a figura do Bom Pastor, Jesus Cristo. Ele percorreu um caminho de alteridade, de encontro com as ovelhas, com as pessoas, para as quais deveria pastorear. Teve como perfil a autenticidade, atitude que deve ser perseguida por todas as autoridades verdadeiramente constituídas. 
Neste ano vamos, mais uma vez, escolher as novas autoridades dos municípios. Agora é a corrida para as candidaturas, os conchavos políticos e as campanhas eleitorais. Em grande parte dos casos, não passa de uma busca de poder, de estabilidade e até de conforto econômico.
Ser autoridade, prefeito ou vereador, é ter poder com sufrágio dos eleitores. Isto deve acontecer de forma livre e responsável. Aqui cabe o adágio popular: “Voto não tem preço, tem consequências”. É hora de refletir sobre que tipo de autoridade queremos para conduzir os destinos dos nossos municípios. 
O trabalho de qualquer autoridade precisa ser como um pastoreio. É fundamental olhar para Jesus Cristo, que agiu com autoridade de Deus. E toda verdadeira e autêntica autoridade vem de Deus. E uma das exigências é que seja honesta e justa em sua gestão, olhado para as necessidades do povo, e não própria. 
A sociedade tem estado carente de boas autoridades. Em certos momentos podemos até dizer as palavras de Jesus, quando viu o povo sem esperanças: “eram como ovelhas sem pastor” (Mc 6, 34). O descuido e a omissão dos pastores, das autoridades, prejudicam a comunidade. 
Na visão do profeta Jeremias, Deus condena os maus líderes, aqueles que deixam o povo sem perspectiva de futuro, sem segurança, justiça e paz. Eles devem ser substituídos por quem age com dignidade e respeito, como Cristo que deu a vida por suas ovelhas. 
Nós, eleitores, vamos escolher quem vai nos conduzir. A responsabilidade recai sobre quem vota sem medir as consequências e o peso de sua escolha. De certa forma, torna-se cúmplice com quem for mal escolhido e terá que sofrer, durante quatro anos, pelo que fez, tendo que se sujeitar a ação de um poder inconsequente.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

Fonte: CNBB.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

APRENDIZ DE PAPA

Na medida em que se intensificam as celebrações dos 50 anos do Concílio Vaticano II, que terão seu momento culminante no próximo mês de outubro, vai emergindo com destaque a figura do Papa João XXIII. Ele foi, sem dúvida, o grande protagonista deste Concílio. Nenhum outro na história da Igreja esteve tão ligado a um papa, como o Vaticano II esteve ligado a João XXIII. 
Ao se recordar os episódios, que compuseram o contexto desencadeador do Concílio, costuma-se ressaltar o ingrediente da surpresa, envolvendo especialmente a figura de João XXIII. 
Já foi uma grande surpresa sua eleição, no conclave que se seguiu à morte de Pio XII, em outubro de 1958. Ninguém esperava que o pacato Patriarca de Veneza, Ângelo Giuseppe Roncalli, fosse eleito papa. 
Assimilada esta primeira surpresa, não demoraram outras, encadeadas, que aos poucos foram dando a certeza que o velho cardeal, feito papa, iria ultrapassar, de longe, as mais otimistas expectativas que o seu pontificado poderia comportar. 
Ele marcou o dia 04 de novembro para o início oficial do seu pontificado. Conhecedor da história da Igreja, quis homenagear a memória de São Carlos Borromeu, exímio bispo que tinha aplicado com firmeza o Concílio de Trento. 
Não demorou para o povo romano perceber no novo Papa a simplicidade aliada a uma grande bondade, que cativava a simpatia de todos. Tanto que logo foi chamado de “Papa da bondade”. 
Esta imagem de bondade ficou escancarada com duas iniciativas surpreendentes de João XXIII. No Natal, sem avisar o cerimonial, foi a um hospital visitar as crianças enfermas. No dia seguinte, foi visitar os presos no cárcere de Roma. 
Estava armado o cenário, para o povo aceitar com entusiasmo a idéia de um concílio ecumênico, lançado pelo Papa da bondade, no dia 25 de janeiro de 1959. 
Mas, analisando melhor a história, estas surpresas todas têm a sua explicação. Conhecendo alguns detalhes de sua vida, desde os tempos em que o jovem Padre Ângelo Roncalli era secretário do Bispo de Bérgamo, podemos agora nos dar conta que ele foi juntando experiências e assimilando lições muito importantes, que o habilitaram a desempenhar com competência as incumbências que a Igreja foi lhe confiando, até a maior de todas, o ofício de ser papa. 
Ao longo de sua vida, ele foi aprendiz de papa! 
É muito interessante constatar que a primeira incumbência importante, confiada ao Padre Roncalli, foi organizar a atividade missionária da Diocese de Bérgamo. 
Desincumbiu-se tão bem desta tarefa, que em seguida foi chamado a Roma, para reorganizar, em nível mundial, as “pontifícias obras missionárias”. E a partir daí, ele mesmo se colocou à disposição da Igreja, para as missões que poderiam lhe ser confiadas. Assim é que ele foi núncio na Bulgária, na Turquia, depois na França, até ser nomeado Patriarca de Veneza, de onde foi eleito papa. 
Quem não o conhecia, ficou surpreso com sua eleição. Na verdade, ele era símbolo de uma das maiores manifestações de vitalidade da Igreja Católica antes do Concílio, o despertar missionário, que se traduziu em numerosas congregações, surgidas na Europa ao longo do Século XIX e inícios do século XX. 
Não há nenhum exagero em afirmar que o Papa João XXIII foi fruto do despertar missionário da Igreja na Europa, que proporcionou um grande impulso de renovação, assumido depois pelo Concílio de maneira mais ampla e articulada. 
Foi a missão que despertou a Igreja para a realização do Concílio. 
Será a abertura missionária que levará a Igreja a aplicar agora as recomendações do Concílio. 

Dom Demétrio Valentini 
Bispo de Jales (SP) 

Fonte: CNBB

quinta-feira, 19 de julho de 2012

CONVITE: Ordenação Presbiteral no Sábado próximo!

VOCAÇÃO - DIÁCONO LEONEL GOMES

É uma grande alegria estar com todo este povo aqui de Parnaíba celebrando esta grande festa que não é somente minha, mas de toda Igreja enquanto Companhia de Jesus e Igreja particular aqui na Diocese de Parnaíba. 
Sou natural desta belíssima cidade, nasci e me criei no bairro São José. Meu pai sempre exerceu a profissão de comerciante e minha mãe dona de casa. São bem conhecidos, seu José Urso e Dona Dorinha. 
Pertenço a Paróquia Nossa Senhora da Graça e sempre tive forte ligação com Dom Rufino a quem tenho grande carinho e estima, também as Irmãs Cordimarianas que tinham um grupo de jovens. 
Durante um bom tempo participei deste grupo coordenado pela Irmã Maria, conhecida aqui na cidade como “Irmã Precioso”. 
Estudei na Escola Comercial de Parnaíba, Curso dez e, depois Colégio Dez, SENAI, SENAC, enfim, foi um tempo muito rico de formação inicial intelectual e também inserção eclesial.
Meio aos amigos, festas, sempre esteve presente o espaço para interrogação e dúvidas sobre esta possibilidade e o desejo de ser padre.
A amizade com o estimado Pe. Vittório Ferrari, um grande missionário que graças a Deus continua presente, atuante ao lado de Dom Alfredo me fez acreditar mais e desejar dar um sentido mais profundo a minha vida.
O engraçado é que Pe. Vittório nunca me [mostrou] grandiosidades no serviço, mas sempre de uma verdadeira realização no Serviço ao Reino. Indubitavelmente, foi pela amizade e credibilidade que fazia com que eu me sentisse bem ajudando-o nos trabalhos que ele solicitava em sua antiga Toyota. 
Assim, foi sendo cultivado o desejo de ser servir a Deus de uma forma mais radical e determinada. Em 1998, foi o ano “D”. 
Resolvi conhecer por desígnio e mistério de Deus e também por curiosidade histórica, a Ordem dos Padres Jesuítas que viviam lá em Teresina. 
Nunca havia pensado entrar em uma ordem religiosa, porém criei coragem e, na primeira oportunidade viajei para Teresina.
Fui conhecer então uma experiência de jovens que estavam numa primeira etapa, e que eram acompanhados por dois Jesuítas. Padres Gino Raisa e Cristóvao. Estes jovens trabalhavam voluntariamente numa creche na periferia de Teresina.
A forma como éramos acolhidos nesta creche pelas crianças e funcionários e a maneira como ajudávamos estas crianças carentes  me chamou muito atenção.
Foi neste tempo que as coisas começaram ficar mais claras e mais fortes dentro de mim.
Lembro como se fosse hoje, como os padres nos orientavam e nos ajudavam naquele processo inicial com formação, passeios, espiritualidade... 
Terminado a experiência, voltei encantado e seguro de que eu queria gastar minha vida pelo outro sem medida. A idéia de ser missionário tocava-me fortemente. 
Voltei feliz.  Sentia que não havia uma forma melhor para doar-me e servir a Deus. [Santo] Inácio chama estes sentimentos de consolação. 
O bonito em tudo isso é que Deus foi trabalhando de uma forma tão particular que eu sentia que eu não precisava ser diferente dos outros jovens para servir a Deus na vida religiosa. 
Ajudado pelo incentivo de muitos amigos, criei coragem deixei tudo, e fui embora para começar esta experiência na Companhia de Jesus. Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia sempre sonhou que nossa formação deveria ser solidificada inicialmente por uma profunda experiência de Deus que são os E.E. [Exercícios Espirituais] e depois respaldada por uma excelente formação acadêmica, intelectual.
Homens que estejam formados para conversar, dialogar com comunidades simples e dialogar com grandes centros de pesquisas e estudiosos.
Depois de 14 anos de estudos preparatórios então serei ordenado para a Igreja de Deus e serviço ao povo. Atualmente moro em Salvador-BA e trabalho em um grande colégio ajudando na dimensão pedagógica e espiritual de alunos, profissionais, pais entre outras atividades.
Convido você para juntos rendermos graças a Deus por este tão grandioso dom, sábado às 19h na Catedral de Nossa Senhora da Graça. Meu grande abraço a cada um em especial para Dom Alfredo nosso bispo Diocesano.

Hino da JMJ Rio2013 será lançado na Festa da Exaltação da Santa Cruz

Segundo um dos responsáveis pelo Setor de Preparação Pastoral do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, Padre Leandro Lênin, o hino oficial, que estava previsto para ser divulgado no dia 27 de julho, tem uma nova data para o lançamento: dia 14 de setembro. “Nós estamos em um impasse positivo que vai nos ajudar, no momento da apresentação do hino, a ter uma surpresa para todos. Foi-nos concedido pelo Pontifício Conselho um pouco mais de tempo para pensar neste assunto, exatamente porque nós temos pérolas nas mãos. Então, quanto mais se cultiva, mais elas brilham”, destacou. 
Padre Leandro também ressaltou que foi escolhido o dia 14 de setembro porque é o dia da Exaltação da Santa Cruz, o que remete à própria cruz peregrina. Além do mais, “o bairro de Santa Cruz em 2012 completa 450 anos. O Brasil foi Terra de Santa Cruz. E nossa vigília vai ser na Base Aérea de Santa Cruz. Então, nós queremos dar um presente nesse estilo musical para a cidade, ou seja, lançar o hino nessa data é uma forma de celebrarmos juntos todos esses grandes eventos”, frisou o sacerdote. 
Em outubro do ano passado, foi aberto um edital para o concurso da letra do hino, e de novembro a março foram realizadas as inscrições. O Setor de Preparação Pastoral recebeu cerca de 180 letras. Elas passaram por um processo de avaliação doutrinal, de criatividade, de beleza e de poesia, tudo isso avaliado por profissionais da música. Na segunda fase de seleção, dessas 180 letras, foi escolhido um bloco das 20 melhores. 
Segundo Padre Leandro, a questão da possibilidade de tradução para outras línguas também está sendo levada em consideração. “Nem sempre é fácil transportar a poesia e todo o brilho do que foi feito numa única língua para as outras línguas. Então, este também é um fator que pesa na hora da escolha”, afirmou.

CONVITE: Festejo da Mãe dos Pobres e Senhora do Piauí: 21 a 30 de julho de 2012

“Por Maria a 
Palavra se fez carne.”

Caríssimos Irmãos e Irmãs,
devotos de Nossa Senhora Mãe dos Pobres e Senhora do Piauí,

Novamente se aproximam os dias de sua festa e por isso queremos convidar a cada um de vocês para participar do Novenário em sua honra. São dias de graça e de renovação estes dias que nos aproximam da Virgem Mãe de Deus: dias de reencontro com o nosso próprio coração, com a pessoa dos nossos irmãos e irmãs e com a vida das nossas comunidades. É deste tempo de paz e de renovada esperança que todos nós precisamos: nós que vivemos,  tantas e tantas vezes, angustiados e sufocados pelas lutas e dificuldades do viver de cada dia.
 Queremos sentar aos pés de Nossa Senhora para sentirmos sua proteção, seu conforto, seu carinho que nos devolvem a alegria que é própria da vida cristã. Nas celebrações deste Novenário teremos a possibilidade de refletir sobre a Exortação Apostólica Verbum Domini do dos Bispos, sobre “a Palavra de Deus na vida da Igreja”.  Isso nos dará a oportunidade de fazermos a experiência de Nossa Senhora que se fez acolhedora desta Palavra de uma forma tão profunda e verdadeira ao ponto de fazer com que esta Palavra se tornasse  presença viva e real dentro da história, na pessoa do seu filho amado: Jesus Cristo. Que cada um de nós possa abrir-se a este dom que vem de Deus e que é dirigido ao nosso coração. Possa acolher, como Maria, a luz, a sabedoria e a força que esta Palavra traz para a nossa vida.  Possa voltar a por em prática esta Palavra, tão esquecida e desprezada nos nossos dias, a fim de experimentar aquela ‘bem-aventurança’ de Jesus que nos diz: “felizes são aqueles que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática’.
Com a Virgem Santa, ‘Mãe da Palavra e Mãe da alegria’ esperamos por você, por sua família, pela sua comunidade: venha participar  conosco deste grande acontecimento de fé e de vida. E que a Bênção de Deus  desça desde já sobre o seu coração e o torne desejoso deste encontro.

Pe. Vittorio, Diac. Francisco e Conselho Pastoral.

PROGRAMAÇÃO

ABERTURA: CAMINHADA PENITENCIAL SAINDO ÀS 5 HORAS DA MANHÃ DA COMUNIDADE BARRO VERMELHO.
NOVENA E CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA: TODOS OS DIAS A PARTIR DAS 18:30H, NO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA.

1ª NOITE - 21 de julho (sábado) – A Palavra de Deus: Deus que fala
Responsáveis: Comunidade Cal, Aposentados, Rua São Francisco (D. Mariquinha). Liturgia: Comunidade do Cal.

2ª NOITE - 22 de julho (domingo) – A Palavra de Deus: A resposta do homem a Deus que fala
Responsáveis: Comunidade do Baixão, Associação dos Moradores, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Rua e Travessa Turiano Ribeiro, Cândido Ferreira e Adão Luciano (D. Socorro, D. Ivonete e D. Francisca). Liturgia: Comunidade do Baixão
Convidada: Paróquia Nossa Senhora dos Remédios – Buriti dos Lopes.

3ª NOITE - 23 de julho (segunda feira) – A Palavra de Deus:  A interpretação da Sagrada Escritura na Igreja
Responsáveis: Catequese, Adolescentes, coroinhas, Ruas São Paulo, São José e Palmeirinha (Isaias, Isabel, D. Graça e Sr. Nonato). Liturgia: Catequese
Convidada: Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Parnaíba.

4ª NOITE - 24 de julho  (terça feira) – A Palavra de Deus e a Igreja
Responsáveis: Equipe do Dízimo e dizimistas, Rendeiras, comerciantes, Apostolado da Oração, Pastoral da Educação, rua Baixão (D. Conceição e Vanderlino), Baixão do Túlio ( D. Maria José) e Baixão das Flores ( D. Odete e D. Raimunda). Liturgia: Pastoral da Educação
Convidada: Paróquia Santo Antônio de Santana Galvão - Parnaíba.

5ª NOITE 25 de julho  (quarta feira) – A Palavra na Igreja: Liturgia, lugar privilegiado da palavra de Deus
Responsáveis: Comunidade  dos Tatus, Prefeitura Municipal Câmara dos Vereadores, Rua Bom Jesus (Adriano e Luana).Liturgia: Comunidade  dos Tatus
Convidada: Paróquia Santa Ana - Parnaíba

6ª NOITE 26 de julho  (quinta feira) –  A Palavra na Igreja: A palavra de Deus na vida eclesial
Responsáveis: Comunidade Nossa Senhora da Luz, Cooperativa de Catadores de Caranguejo, Sindicato dos Servidores Públicos e Canto do Igarapé.
Liturgia: Comunidade Nossa Senhora da Luz
Convidada: Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Parnaíba

7ª NOITE 27 de julho (sexta feira) – A Palavra no Mundo: A missão da Igreja: anunciar a palavra de Deus ao mundo.
Responsáveis: Pastoral da Juventude e todas as Comunidades da Paróquia. Liturgia: Pastoral da Juventude
NOITE CULTURAL. TEMA DAS APRESENTAÇÕES: A PALAVRA DE DEUS, MISSÃO, CF 2012 (SAÚDE PUBLICA)
Convidada: Paróquia São Sebastião - Parnaíba

8ª NOITE 28 de julho  (sábado) – A Palavra para o Mundo: Palavra de Deus e compromisso no mundo
Responsáveis: Pastoral da Criança, Colônia de Pescadores, Rua Coqueiro, rua e travessa da Glória (Edilene, Fernando, D. Francisca e D. Iracema). Liturgia: Pastoral da Criança
Convidada: Paróquia N. Sra. da Conceição -  Luis Correia.

9ª NOITE 29 de julho  (domingo) – A Palavra no Mundo: Palavra de Deus e culturas
Responsáveis: Pastoral Familiar, ECC, Vicentinos, Terço dos Homens e Avenida Martins Ribeiro (Elisangela, D. Gracinha e Manoel Severiano). Liturgia: ECC e Pastoral Familiar

DIA DA FESTA: 30 de julho  (segunda feira) – Maria: Mãe da Palavra e Mãe da alegria
PROCISSÃO PELAS RUAS DA CIDADE ÀS 16:30H ENCERRANDO COM A SANTA MISSA NO SANTUÁRIO.
Responsáveis: todas as comunidades da Paróquia
Liturgia: Comunidade dos Morros da Mariana.
Conclusão da Festa: bingão com cinco valiosos prêmios.

LEMBRETE: AS LEITURAS DE CADA DIA SERÃO TIRADAS DA LITURGIA DIÁRIA.

Infelizmente, no último sábado, 14, o Santuário sofreu ação de vândalos. Rezemos pela conversão desses pecadores e que não mais o santuário seja prejudicado em sua estrutura!

Leia uma matéria tratando sobre da visita do Apostolado da Oração de nossa comunidade em visita ao Santuário da Mãe dos Pobres, AQUI. 

Mais informações sobre o Santuário, visite o blog da Paróquia N. Sra. da Conceição – Ilha Grande do Piauí, AQUI.

sábado, 14 de julho de 2012

Reze e Colabore para Jornada Mundial da Juventude

O Comitê Organizador Local da JMJ Rio 2013 divulgou na noite desta sexta-feira, 13, a oração oficial da Jornada. A divulgação aconteceu depois da adoração eucarística e durante a missa presidida pelo arcebispo Dom Orani Tempesta no Largo da Carioca para iniciar as atividades que marcam a contagem regressiva de um ano antes do grande evento de julho de 2013. Veja a seguir a oração. 

Oração Oficial da Jornada Mundial da Juventude

Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede-nos as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio. 
Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.
Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o Esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.
Amém!

Para uma Jornada acontecer de fato é preciso a união de mãos, corações e também um grande respaldo financeiro para garantir o melhor acolhimento possível aos peregrinos.
“Além da oração, da participação, da inscrição e do voluntariado, ajudar também financeiramente a Jornada é saber doar um pouco de si para o bem da juventude do hoje e do amanhã. É um sinal de alguém que se despoja de um pouco daquilo que tem para o bem da juventude”, afirmou o presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 e arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.
Para que pessoas de todo o país possam contribuir com a Jornada Mundial da Juventude Rio2013, naquilo que for possível, foi aberta uma conta exclusiva para receber doações (Banco – Bradesco (237), Agência – 0814, Conta Corrente – 80.001-5). O nome que aparecerá como favorecido será Instituto Jornada Mundial da Juventude Rio de Janeiro.
Dom Orani citou o exemplo de uma doadora que além do entusiasmo pelo evento demonstrou também sua solidariedade contribuindo materialmente para sua realização.
A doadora, de 80 anos, que vive em Belém do Pará, quis manter seu próprio nome em sigilo seguindo o conselho do próprio Evangelho e afirmou que o gesto de realizar a doação financeira foi “uma questão de colaboração”.
“É um obrigação do católico colaborar. Nós sabemos que a Jornada precisa de muita ajuda”, afirmou. A benfeitora disse que sua ajuda material foi na verdade uma “gota d’água”. “Eu fiz a minha parte”, sublinhou.
“Eu creio que a Jornada é de todos. Os brasileiros todos vão receber aqui a juventude do mundo, e isto vai acontecer aqui no Rio de Janeiro nos dias da Jornada. Este espírito de colaboração, que surgiu espontaneamente, é um sinal que eu gostaria de ver em todo o Brasil”, afirmou o arcebispo.
“Foi uma pequena parcela que eu pude dar”, disse a doadora, que espera que a sua contribuição ajude no grande empreendimento da organização da Jornada e que mais pessoas, de todas as idades, colaborem com aquilo que possam.  

Textos adaptados de:

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Morre o Cardeal Dom Eugênio Sales


Às 22h30 desta segunda-feira [9 de julho de 2012], a Igreja perdeu o Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales. Ele morreu na Residência Assunção, onde morava, no Sumaré, por infarto agudo do miocárdio. 
Dom Eugênio, que tinha 91 anos, será velado a partir de meio-dia desta terça-feira na Catedral Metropolitana, onde será enterrado, na quarta-feira, 11, às 15h. Durante o velório, houve missas a cada duas horas. Por meio de nota divulgada na madrugada desta terça-feira, o governador Sergio Cabral decretou luto oficial de três dias. 
Dom Eugênio faria 69 anos de sacerdócio, 58 de episcopado, 43 de cardinalato, em seus quase 92 anos de vida. Ele sagrou 22 bispos e ordenou 215 sacerdotes.
O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, “Ele era um homem de Deus e serviu a Jesus Cristo. Sempre esteve presente nos momentos importantes do Brasil, principalmente na questão dos refugiados e na defesa dos perseguidos e teve presença marcante na Igreja do Brasil e do Vaticano. Trabalhou em educação de base e na evangelização nas arquidioceses do Rio, Natal e Bahia. Viveu quase 92 anos principalmente por presença significativa na Igreja e no Brasil. Ele foi alguém que sem dúvida soube viver dando continuidade aos ensinamentos.”
O lema de Dom Eugênio era: "Impendam et Superimpendar" (2Cor 12,15) “De mui boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós”).
Nascido em Acari, no Rio Grande do Norte, no dia 8 de novembro de 1920, Dom Eugênio de Araújo Sales fez seus primeiros estudos em Natal, no Rio Grande do Norte, e ingressou, em 1931, no Seminário Menor. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Dom Eugênio foi ordenado sacerdote no dia 21 de novembro de 1943.
Identificação no Vaticano II
Em 1954, aos 33 anos, foi nomeado bispo auxiliar de Natal [e titular de Thibhica) pelo papa Pio XII. Em 1962 foi designado administrador apostólico da Arquidiocese de Natal, função que exerceu até 1965. Em 1964, tornou-se administrador apostólico da Arquidiocese de Salvador e, quatro anos depois, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, pelo Papa Paulo VI.
Dom Eugênio participou das seções do Concílio Ecumênico Vaticano II, que neste ano comemora 50 anos do acontecimento.
Dom Eugênio foi o criador das Comunidades Eclesiais de Base e da Campanha da Fraternidade. 
Em 1969, Dom Eugênio de Araújo Sales foi feito cardeal pelo Papa Paulo VI. No dia 13 de março de 1971, o papa o nomeou arcebispo do Rio de Janeiro, função que exerceu até 2001, quando sua renúncia foi aceita.
Dom Eugênio foi um dos primeiros bispos brasileiros a implantar o Diaconato Permanente, o ministério clerical que pode ser concedido a homens casados, segundo a restauração do Concílio Vaticano II. Foi também membro de onze Congregações no Vaticano.
Dom Eugênio Sales possuía os títulos de cardeal protopresbítero (o mais antigo em idade e/ou nomeação entre os cardeais presbíteros) e arcebispo emérito da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Em 1970 foi o legado do papa Paulo VI e depois em 1991, de João Paulo II, nos Congressos Eucarísticos Nacionais, de Brasília e em Natal. Em 2004 foi o legado do papa João Paulo II para a cerimônia no Santuário Nacional, de coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida no sesquicentenário da definição dogmática da Conceição Imaculada de Maria proclamada pelo Papa Pio IX, 1854 e centenário da 1ª coroação dessa mesma imagem à mandato do papa S. Pio X.
Ele chegou a ser surpreendido, às vésperas de completar 90 anos, por uma carta de felicitações assinada por Bento XVI. Para Dom Eugênio, o documento não foi sinal de prestígio, mas o reconhecimento de uma vida dedicada à fé.
Carta de Bento XVI (2010)
Um capítulo importante da vida de Dom Eugênio remonta à ditadura, quando atuou de maneira silenciosa, abrigando no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas pelos regimes militares do Cone Sul, entre 1976 e 1982, especialmente argentinos. 
Para dar conta de tanto pedidos, autorizou o aluguel de quartos e depois apartamentos. A ajuda incluía dinheiro para gastos pessoais, assistência médica e auxílio jurídico. Em entrevista ao GLOBO em 2008, Dom Eugênio contou por que agiu nos bastidores:
“Se eu anunciasse o que estava fazendo, não tinha chance. Muitos não concordavam, mas eu preferia dialogar e salvar — disse. — Eu não tinha nem nunca tive interesse em divulgar nada disso. Queria que as coisas funcionassem, e o caminho naquele momento era esse, o caminho de não pisar no pé do governo”.
Que ele lá do Céu, vele pelos pastores da Igreja Católica no Brasil!

Adaptado de: Rádio Vaticano.
Imagens: Blog do cardeal.

sábado, 7 de julho de 2012

Cinco anos da Carta Summorum Pontificum, de Bento XVI

Papa Bento XVI
Há exatos 5 anos o Santo Padre, Bento XVI assinou a Carta Apostólica dada em "Motu Proprio" (de livre vontade) “Summorum Pontificum” liberando o acesso à “Missa Tridentina”, aos fiéis que assim o pedirem. Nessa Carta o papa explica que esta é a forma extraordinária da Liturgia ordinária (oficial) da Igreja, que segue o Missal promulgado por Sua Santidade Paulo VI, em 1970, pós Concílio Vaticano II (1962-1965). 
As determinações dessa Carta Apostólica reforçam as orientações de dois textos anteriores: “Quattuor abhinc annos”, de 1984 e “Ecclesia Dei”, de 1988 do Beato João Paulo II. Reafirma que o Missal Romano proveniente da reforma do Concílio Vaticano II, publicado por Paulo VI, em 1970 e revisado em 1979 e 2002, por João Paulo II, é a “expressão ordinária” da fé. O "motu proprio" refere-se ao missal de São Pio V (Missa Tridentina), publicado em 1570 (após o Concílio de Trento: 1545-1563) e reformado em 1962, pelo Beato João XXIII, como uma "expressão extraordinária" da fé, sendo as duas formas “duas expressões do único rito romano”. 
Celebração da Santa Missa em "versus Deum" -
de "frente para Deus" e costas para os fiéis.
O “motu próprio” explica ainda, algumas características do Missal de 1962 (João XXIII): é um missal em língua latina que contém somente uma oração eucarística, o "Cânon Romano" que corresponde à oração eucarística I do Missal mais novo (que prevê várias orações eucarísticas à livre escolha do celebrante).
Algumas orações e grande parte do "cânon" é rezado em voz baixa pela sacerdote, de forma inaudível para os assistentes. De resto o Missal de 1962 não prevê a missa concelebrada e nada diz sobre a orientação do altar e do celebrante, se de frente para o povo ou não. Na “Summorum Pontificum” admite-se a possibilidade de enriquecimentos futuros do Missal de João XXIII (a última e reformada versão da Missa tridentina).
Para ler esse Missal, o de 1962, baixe-o AQUI.
Leia Carta do papa Bento XVI aos bispos que acompanha o "motu proprio" Summorum Pontificum, AQUI. 

A seguir, um artigo bastante esclarecedor sobre a "volta" da Missa Tridentina escrito por Dom Fernando Arêas Rifan, Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, fundada em 2002; a 1ª no Brasil a ter a faculdade de rezar a Liturgia tradicional da Igreja: 

MISSA NA FORMA ANTIGA DO RITO ROMANO 

Dom Fernando Areâs Rifan
Num gesto de bondade e generosidade, “abrindo plenamente o seu coração”, como ele mesmo se exprime, buscando a “reconciliação interna no seio da Igreja” o Papa Bento XVI, na Carta Apostólica Motu Proprio “Summorum Pontificum”, liberou para todo o mundo o uso da forma antiga do Rito Romano, também chamada Missa no rito de São Pio V ou Missa Tridentina, como forma extraordinária do único Rito Romano, ao lado da sua forma ordinária, que é a Missa no rito de Paulo VI, em vigor atualmente na Igreja. O Motu Proprio é acompanhado de uma elucidativa Carta aos Bispos. 
Explicando que essa liberação não afeta a autoridade do Concílio Vaticano II nem a validade da reforma litúrgica dele procedente, o Papa fala que “as duas formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente”. E, em termos de reconciliação e convivência, enquanto a nova forma (ordinária) da Missa se apresenta como mais participativa, a antiga forma (extraordinária) exprime mais a sacralidade e a reverência devida ao Mistério Eucarístico. 
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