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sábado, 28 de dezembro de 2019

Diocese de Parnaíba emite Nota de Esclarecimento diante do surgimento de outras denominações religiosas, cujos representantes apresentam-se como padres e bispos "Católicos" e "Apostólicos"


A Diocese de Parnaíba, por meio de seu Bispo Diocesano, Dom Juarez Sousa da Silva, pelo seu ofício e missão de manter os fiéis esclarecidos sobre a Fé Católica, diante do surgimento de outras denominações religiosas, cujos representantes apresentam-se como padres e bispos; utilizam as palavras “Católica”, “Apostólica” em seus nomes/designações; usam terminologias, vestes, símbolos e ritos semelhantes aos da Igreja Católica, causando dúvidas e equívocos para muitas pessoas, esclarece aos(às) fiéis católicos(as):
  1. A Igreja é Una Santa Católica e Apostólica, cuja unidade é assegurada por vínculos visíveis de comunhão através da profissão de uma única Fé recebida de Nosso Senhor Jesus Cristo através dos Apóstolos, da celebração comum do culto divino, sobretudo dos Sacramentos, e da sucessão apostólica através do Sacramento da Ordem; e é governada pelo sucessor de Pedro (Papa) e pelos Bispos em comunhão com ele (cf. Mt 16, 18-19; CIC 815-816);
  2. Somente o Papa nomeia os Bispos, aos quais, como legítimos sucessores dos Apóstolos, é confiado o pastoreio de uma diocese com a cooperação dos sacerdotes e a participação dos fiéis leigos(as) (CDC cans. 369 e 377);
  3. Somente o Sacerdote validamente ordenado é o ministro que pode realizar o Sacramento da Eucaristia (Missa) (CDC, can. 900);
  4. Somente o Bispo ou o Sacerdote com a devida faculdade ou concessão especial, podem ministrar o Sacramento da Crisma (CDC can. 882);
  5. Somente o Bispo, o Sacerdote, o Diácono, a pessoa designada pelo Bispo local ou, em caso de necessidade, pessoa movida pela reta intenção (fazer o que a Igreja faz), podem ministrar o Sacramento do Batismo (CDC, can. 861) e assistir ao Sacramento do Matrimônio (CDC can. 1108).
Em uma sociedade plural, cultural e religiosamente, a opção religiosa é um direito de todo ser humano. Portanto, a Igreja Católica nutre sincero respeito pelas várias tradições e denominações religiosas.
No entanto, convém esclarecer que, as referidas denominações religiosas, salvo a tolerância e o sincero respeito pelas diferenças, não pertencem à Igreja Católica Apostólica Romana nem estão em comunhão com o Papa Francisco; por conseguinte a sua ordenação sacerdotal não é válida para a Igreja Católica, e quaisquer ritos ou celebrações realizadas por seus representantes não são Sacramentos válidos para os(as) fiéis católicos(as), nem podem eles (representantes) apropriarem-se de ofícios pastorais e administrativos em comunidades ou em quaisquer instâncias de orientação católica.

A Diocese de Parnaíba não recomenda a adesão dos(as) fiéis católicos(as) às solicitações e propostas de denominações religiosas alheias às suas paróquias e comunidades, e recomenda que em caso de dúvida, ou para quaisquer outros esclarecimentos, se entre em contato com a Cúria Diocesana, (86) 3322-2358, ou com o Pároco da Paróquia ou Dirigente da comunidade.

Com votos de um Feliz Ano Novo! “Para que todos tenham vida” (Jo 10,10).

Parnaíba-PI, 26 de dezembro de 2019

+ Juarez Sousa da Silva 
Bispo Diocesano de Parnaíba

Mons. Marcelino Elias de Macêdo 
Vigário Geral 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

LUTO NA COMUNIDADE: Parte para o Céu nossa irmã Maria de Lourdes

"A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá [...] 
eles estão em paz" (Sabedoria 3, 1.3b)

Com tristeza, mas com firme esperança na Ressurreição dos Mortos, comunicamos que depois de uma longa enfermidade, no início da noite de hoje, 16 de julho, memória de Nossa Senhora do Carmo, veio a falecer a nossa irmã: MARIA DE LOURDES DA SILVA LIMA.
O velório acontece em sua residência localizada à Rua C, no Conj. Broder Ville e o sepultamento será nesta terça-feira, 17/07, às 16h, no Cemitério São Sebastião (rua Tabajara, em Parnaíba).
Nossa gratidão pelos serviços que prestou em nossa comunidade... Dona Lourdes foi líder do Grupo do Terço no final da década de 90 e uma das agentes fundadoras da Pastoral do Dízimo na comunidade...
Sua participação no festejo de 2015...
Na festa dos 25 anos da comunidade, em 2016...
Que a Virgem Maria lhe acompanhe nesta peregrinação para o Céu e que o Senhor Jesus console a todos os familiares e amigos de Dona Lourdes.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

LUTO NA COMUNIDADE: Parte para o Céu o "Seu Cristiano"

"Disse Jesus: 'Eu sou a ressurreição e a vida e todo aquele que vive, 
e crê em mim, nunca morrerá'".

Com PESAR comunicamos que no início da manhã de hoje fez sua Páscoa Definitiva o nosso irmão CRISTIANO JOSÉ COSTA
"Seu Cristiano", como todos chamávamos, foi coordenador de nossa comunidade no período de 2008 a 2013.
Depois de alguns dias internado, o mesmo faleceu vítima de complicações cardio-pulmonares.
O velório aconteceu no Salão da Funerária PAZ ETERNA (Av. Álvaro Mendes) e o sepultamento se deu nos "Morros da Mariana".
Oremos por sua alma e pelo conforto dos familiares.

Descanso eterno dai-lhe, Senhor e a Luz Perpétua o ilumine!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

LUTO NA COMUNIDADE: Parte para o Céu nossa irmã Helena Brito

“Eu Sou a ressurreição e a vida. 
Aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá (Jo 11, 25)

Na madrugada de hoje, 19/04, Semana da Festa da Oitava da Ressurreição Senhor, nossa irmã MARIA HELENA DA CONCEIÇÃO DE BRITO fez a sua Páscoa definitiva. 
Dona Helena era muito querida pelos fiéis da comunidade. Estava presente nas primeiras celebrações da Comunidade e era dizimista e zeladora do Sagrado Coração de Jesus (Associada do Apostolado da Oração). A mesma faleceu vítima de pneumonia. Estava internada desde segunda-feira no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde. O seu velório está acontecendo em sua residência, na Rua D do Conj. Broder Ville (por trás do Posto de Saúde).
Dona Helena há anos sofria de uma enfermidade na perna devido a um acidente, mas era sempre muita ativa nas atividades da comunidade! Que Deus a recompense por tanto bem que fez às pessoas!
Que Deus dê a Ela o Repouso Eterno e Console os familiares e amigos!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

É iniciada a obra de construção da praça da comunidade

Na manhã hoje, operários da Prefeitura de Parnaíba deram inicio à construção da prometida Praça do Conj. Broder Ville, nas imediações de nossa capela.
De já parabenizamos à AMBV - Associação dos Moradores do Conjunto Broder Ville, na pessoa do presidente, Sr. Assis Araujo, a quem também parabenizamos na pessoa dele a todos os sócios pelo empenho na luta por conseguir esse benefício para à comunidade!
Nosso Coordenador H. Saulo esteve acompanhando o início das obras ao lado do Sr. Assis Araujo​ (presidente da AMBV). 
Na foto vemos também a Profa. Geovânia (assessora do Prefeito Municipal) e outros funcionários da Prefeitura de Parnaíba​
Mais informações sobre a construção da Praça da comunidade, confira AQUI.

Rezemos, irmãos para, que de fato, a obra seja brevemente concluída!!

UM ADENDO:


NOTA DE ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE

A Coordenação da Comunidade Católica no Conj. Broder Ville, representada na pessoa do Sr. Hermerson Saulo, vem esclarecer que: NEM COORDENAÇÃO DA COMUNIDADE, NEM O PÁROCO DA PARÓQUIA FREI GALVÃO, NEM O BISPO DIOCESANO solicitaram a paralisação da recém-iniciada obra de construção da praça do citado conjunto. Se há comentários deste tipo são BOATOS, histórias sem fundamento!
A obra foi iniciada ontem, 18/01 e terá sua continuidade NORMAL de acordo com o cronograma de execução organizado pela Prefeitura de Parnaíba, através da Secretaria de Serviços Urbanos.
Ontem, o coordenador da comunidade e o pároco da paróquia, Pe. Vicente, estiveram junto ao lugar da obra para conferir a PLANTA DA OBRA e verificar o espaço q a Prefeitura destinou à futuras reformas de nossa capela... O espaço que ficará, inclusive, na AREIA (barro) é de uma área de 10 m X 23 m... E é NECESSÁRIO LEMBRAR que por meio de lei do ano de 1991 (Lei nº. 1.338/1991) já somos “proprietários” de 20 m X 30 m da área entre a Rua C e a Rua Israel Broder... Neste caso estamos “ganhando” da Prefeitura mais 10 m X 23 m.
Ficará também na AREIA a área (colada ao fundo da escola da comunidade) de 10 m X 30 m que a Prefeitura destinou à construção da futura sede da Associação de Moradores do Broder Ville (Lei nº. 3.021/2015).
Nas demais áreas que comporão a praça serão colocados pedras-castelo. Esse equipamento contará ainda com estacionamento, rampas de acessibilidade, coreto (lugar destinado à comícios, cultos, celebrações, apresentações musicas) e um playground (parque de diversão infantil)... Esse playground ficará por trás da capela e colado ao muro da escola...
Esperamos que UM PEDIDO VERBAL DA COORDENAÇÃO DA COMUNIDADE feito hoje ao chefe de gabinete do prefeito municipal seja atendido ainda nesta etapa de construção da praça, que é a colocação de pedras-castelo ou ao menos de paralelepípedos para calçamento na área dos 10 m X 30 m a fim de que esta área, no futuro, não venha a ser usada pelos moradores como “um campinho de futebol”, afinal, atividades esportistas coladas à capela não será muito bom, atrapalhará nossas celebrações!
Ao mesmo tempo que Parabenizamos a todos os envolvidos na construção da praça (Prefeitura Municipal e Associação de Moradores), asseguramos nossas orações a fim de que a obra seja bem executada e venha a se tornar um equipamento público onde relações fraternas e pacíficas possam ser desenvolvidas...
Que Deus abençoe e Nossa Senhora Aparecida protejam a todos! Paz e Bem!

Em 19/01/2016.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

NOTA DE PESAR POR MARIA AURICÉLIA

"O justo, porém, ainda que morra prematuramente,
gozará de repouso" (Sabedoria 4,7)

Na manhã de hoje, depois de longos dias de enfermidade, partiu para Casa do Pai a nossa irmã Maria Auricélia.
Manifestamos nosso pesar à família enlutada e pedimos a oração de cada fiel da comunidade pela alma de nossa irmã.
Pe. Ricardo Delahunty abençoou o Sagrado Matrimônio de Auricélia e Adriano. Francisco Franklin foi o pajem.
Auricélia participou em diversas pastorais de nossa comunidade, sendo inclusive, catequista. Além de nossa comunidade, nossa irmã tambem participava na Comunidade Santa Teresinha, onde geograficamente residia.
Há 16 anos (26/12/1999) com o jovem Adriano, contraiu matrimônio em nossa capela! Auricélia deixa, portanto, um esposo e uma filhinha. 
Que seus gestos de bondade, carinho e afeto sejam imitados por nós e que Deus, rico em Misericórdia, dê a ela o perdão, a paz e felicidade eterna no seu Reino!
Que Deus console os amigos e familiares!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Estamos de luto: faleceu nossa querida Dona Dolores!

- NOTA DE PESAR -

"A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá [...]
eles estão em paz" (Sabedoria 3, 1.3b)

Com tristeza, mas com grande esperança na Ressurreição para a Vida Eterna, vimos informar o falecimento de nossa irmã e matriarca na fé, MARIA DOLORES, ocorrido na tarde de ontem, 5 de agosto! Seu corpo está sendo velado em sua casa, localizada à Rua A (Conj. Broder Ville) e será sepultado nesta quarta-feira, 6, às 16h no Cemitério da Rua Tabajara.
Dona Dolores faleceu com exatos 97 anos e 7 meses de vida! A todos nós, ela deixa um testemunho de amor a Deus e de serviço ao próximo, além de um valoroso testemunho de mãe, avó, bisavó e tataravó!

Sua Missa de 7º dia será celebrada na próxima segunda-feira, 11 de agosto, às 17h30 em nossa capela! Participe!!

Que a Virgem Maria lhe acompanhe nessa sua peregrinação para o Céu e que o Pai do Céu console a todos os familiares e amigos de Dona Dolores

sábado, 3 de novembro de 2012

2 de novembro: muitos irmãos rezam pelos seus entes queridos

"O Sacrifício Eucarístico é também oferecido pelos fiéis defuntos, 'que morreram em Cristo e não estão ainda de todo purificados', para que possam entrar na luz e na paz de Cristo" (§ 1371 do Catecismo da Igreja Católica).

Na noite de ontem muitos fiéis vieram a capela da comunidade para participar da Santa Missa em sufrágio do espírito dos fiéis defuntos. Foi uma noite de muita saudade, mas sobretudo de esperança! Esperança na vida eterna e na bem-aventurança final, pois "[Deus] fará desaparecer a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará de toda a terra o opróbrio que pesa sobre o seu povo [..]". (Is 25, 8) - disse a Palavra de Deus na celebração.
Na homilia Pe. Vicente Gregório, destacou a frase de São João da Cruz sobre o Evangelho do dia (Mt 25, 31-46): "No entardecer de nossas vidas, seremos julgados pelo amor". Quando mais sermos caridosos com os outros, e amamos-nos uns aos outros, iremos garantir nossa estadia junto de Deus no Céu.
Dona Édina, Ivanice e Lucas Felipe foram os responsáveis pelas leituras e animação litúrgica da celebração! Os coroinhas Vítor, Kauanne, Lays e Vitória serviram junto ao altar e o ministro H. Saulo ajudou o pároco na distribuição da Eucaristia.
Nas orações rezou-se também pelo espírito do Sr. Guido, fiel da Paróquia de N. Sra. de Fátima, paróquia que pertencíamos, falecido na manhã de ontem, a fim de que seus serviços na Igreja - durante sua vida assumiu inúmeras funções e ultimante estava se preparando para ser Diácono Permanente - sirva para que o Senhor lhe conceda a bem-aventurança eterna! Nossos pêsames à família enlutada!

AVISOS IMPORTANTES:
  • Amanhã, 3 de novembro, aqui no Brasil, celebraremos a "Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus"! Participe da Celebração da Palavra às 19h em nossa capela!
  • No domingo seguinte, 11, haverá santa missa, às 17h30! E após a celebração acontecerá um bingo solidário com 4 prêmios para ajudar um jovem em sua operação na capital! Contamos com sua caridade! Procure já a Sra. Rosa e compre sua cartela por apenas R$ 2,00.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

COMISSÃO PARA A VIDA E A FAMÍLIA DIVULGA CRITÉRIOS PARA A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DOS CRISTÃOS

As eleições municipais se aproximam e, com elas, um dos mais importante exercício de cidadania, o voto. Por isso a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, a partir da orientação apresentada pela Doutrina Social da Igreja, apresenta aos membros das famílias brasileiras, em especial as católicas, alguns critérios de vida e família na escolha dos candidatos.
A partir da tarefa específica de orientar os cristãos para julgar a situação social, política e econômica no qual estão inseridos, no texto a seguir composto pelo presidente da Comissão, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), são descritos critérios para a participação política dos cristãos, necessários para a escolha dos candidatos para as próximas eleições. 
Leia o texto na íntegra:

Eleições Municipais - 2012

1. A promoção da família
A família é o primeiro lugar no qual a pessoa tem a possibilidade de crescer, realiza sua humanidade, encontra terreno para o seu pleno desenvolvimento. A família nasce da liberdade das pessoas e corresponde ao desígnio de Deus. O amor humano, vivido na plena reciprocidade de afetos e de responsabilidade, alcança sua plenitude quando se funda no sacramento do matrimônio e dá vida a um vínculo entre o homem e a mulher que se amam, que tem dimensão pública, estável, fiel, é aberto a gerar vida e a acolhê-la, protegido pela indissolubilidade, alimentado pela presença de Jesus Cristo morto e ressuscitado. A família expressa a maior cooperação entre os sexos e entre as gerações, pois seus membros vivem o dom sincero de si até com sacrifício próprio para o bem do outro, imitando Jesus que se doa a nós até o fim, experimentando a mais intensa comunhão entre pessoas, conforme a imagem da Santíssima Trindade. Por isso, a família difunde no seu interior e ao seu redor um clima de cuidados e de solidariedade, constituindo assim o maior recurso para a pessoa e para a sociedade. A Igreja se preocupa com a forte tendência da cultura atual que não mais valoriza o dom de si para o bem do outro, antes, dá o privilégio ao bem estar individual, até mesmo com sacrifício de outros, como documenta a decisão do STF que privilegia o bem estar da mãe, sacrificando a vida do seu bebê portador de anencefalia. Esta tendência transborda os limites jurídicos, torna-se mentalidade comum e está na origem da maioria dos conflitos familiares, das agressões, das violências, do descaso. A família constrói um estilo de vida que promove a solidariedade e a paz, e isto é de interesse  de toda a sociedade. Por isso, ela merece ser protegida e não descaracterizada pelo Estado como acontece quando qualquer união com base afetiva é a ela equiparada, mesmo faltando as características que a identificam.

2. A liberdade de educação
É o princípio que afirma a liberdade dos pais de educarem os filhos na visão que, a seu juízo, mais desenvolve a pessoa humana. Trata-se da defesa da liberdade para todos. Todos têm o direito de fazer crescer os filhos dentro de uma determinada visão que contém una riqueza de valores, de cultura e de perspectivas de desenvolvimento. Quando escolas públicas ou privadas se arrogam o direito de dar uma “formação” contrária aos interesses dos pais, como no caso de equívocas orientações no campo da sexualidade, os pais têm o direito garantido pela Constituição e o dever de reivindicar com todos os meios legais que seja respeitada a educação que eles querem para seus filhos. Os católicos, defendendo a liberdade de educação prestam serviço a todos os pais. Trata-se de uma luta pela afirmação e pelo desenvolvimento de uma identidade cultural que constitui, juntamente com outras identidades, o tecido do povo. O verdadeiro pluralismo democrático consiste na convivência de várias identidades culturais, no respeito pela diversidade.

3. A liberdade religiosa
É a síntese de todas as liberdades e afirma o Estado laico como verdadeiramente democrático quando respeita todas as identidades, sem o viés autoritário que quer eliminar algumas. Quando essa liberdade é reconhecida, a pessoa é respeitada em sua prioridade. É um princípio que garante à pessoa a possibilidade de seguir o caminho que considera mais oportuno para realizar seu destino. Por isso a Igreja se empenha pela liberdade de todas as experiências religiosas. Um Estado que reconhece a liberdade religiosa, defende todas as outras liberdades, porque respeita o que dá sentido à vida do outro. No contexto da liberdade religiosa, torna-se de fundamental importância o ensino religioso nas escolas públicas. Os adolescentes constituem o segmento da população que vive em mais alto risco, pois eles se encontram numa situação em que não estão mais sob a autoridade dos pais e ainda não dispõem de maturidade suficiente para orientar autonomamente suas vidas para o bem. A ausência de grandes ideais e valores os deixa vulneráveis a propostas portadoras de destruição e morte. O ensino religioso é o caminho para que sejam ajudados a crescer tendo metas e objetivos positivos para a existência e a elaborar um projeto de vida construtivo de sua pessoa e do bem para a sociedade.

4. Os princípios de solidariedade e de subsidiariedade
O princípio de solidariedade fomenta uma cultura na qual as pessoas, as famílias as associações, o mercado e Estado ficam atentos aos desfavorecidos e cooperam entre si para atender suas necessidades. Desde a Rerum novarum até a Centesimus annus e a Caritas in Veritate, o juízo da Igreja é que a atenção de toda a sociedade esteja voltada para oferecer oportunidades de trabalho e fontes de subsistência a pessoas e grupos menos favorecidos, numa autêntica opção preferencial aos pobres. Os documentos da Igreja afirmam que fortalecer a solidariedade e agir de acordo com ela é uma obrigação do Estado (cf. Laborem exercens, n° 8).
O princípio de subsidiariedade foi expresso claramente na Quadragesimo anno, de Pio XI (1931). Afirma-se que o estado deve respeitar as competências prioritárias das pessoas, das famílias e dos grupos intermediários. Uma realidade maior (o Estado) não pode se substituir ao que deve e ao que pode fazer uma realidade menor (as famílias e agregações sociais intermediárias, outros organismos). Ao lado da família, desenvolvem-se agregações e entidades intermediárias, por exemplo, as associações de famílias; trata-se de conjuntos de pessoas e famílias que têm em comum uma visão da realidade e objetivos concretos. A sociedade não é feita de gente anônima, mas de pessoas que enfrentaram junto desafios, calamidades, quer naturais, quer sociais e políticas (inundações, secas, miséria e fome, restrições das liberdades democráticas) que têm laços de cultura, de religião, com valores e metas partilhados que remetem à experiência de povo, configuram o pertencer ao povo. Se uma coisa pode ser feita pela família ou por esses corpos intermediários, o Estado não deve se colocar no lugar deles e, ao mesmo tempo, deve subsidiar esses grupos para que sejam facilitados em suas responsabilidades. Este princípio é a maior garantia contra toda forma de totalitarismo. O princípio de subsidiariedade é contrário tanto ao estatalismo (o Estado sabe tudo, faz tudo, resolve tudo) quanto ao Estado liberal que não se interessa em cuidar das necessidades do povo. O princípio da subsidiariedade valoriza a criatividade, a comunhão e a participação das pessoas. Na Doutrina Social da Igreja, a função do Estado é de promover o "Bem Comum" oferecendo os meios para o desenvolvimento das pessoas e das agregações sociais que nascem das pessoas.

Considerações
Com estas observações indicamos alguns pontos de reflexão e conduta para não ficarmos passivos diante das circunstâncias sociais e políticas e para julgarmos, segundo a Doutrina Social da Igreja, o que está acontecendo na realidade brasileira. O fazer política não começa quando se entra nas questões partidárias ou técnico-fïnanceiras, mas quando se vive de acordo com valores e critérios que nascem da experiência de pertencer ao Ideal e a um povo concreto, alternativos aos interesses do mercado e aos jogos de poder do Estado.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convida todas as famílias a votarem em candidatos que comungam e promovem a vida e a família, e ainda, incentiva o empenho de todos na aplicação da Lei 9.840, de combate à corrupção eleitoral, bem como da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem já foi condenado, em primeira instância, por um colegiado, ou que tenha renunciado a seu mandato para escapar de punições. O Brasil que queremos é feito de cidadãos que se empenham pela justiça e fraternidade. Como famílias dos filhos de Deus e com as bênçãos da Sagrada Família, façamos das próximas eleições um grande momento de promoção da vida e da família.

Fonte: CNBB. - 8/8/2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Utilidade pública: NOVOS NOMES ÀS RUAS DO BAIRRO PRIMAVERA

No 5 de junho o Prefeito Municipal de Parnaíba José Hamilton Furtado Castello Branco sancionou a Lei nº. 2.700/2012 que “Dispõe sobre denominações de logradouros e dá outras providências”.
Veja um quadro-resumo de como ficou essas alterações:



DENOMINAÇÃO DADA EM LEI*
ANTIGO NOME
CEP
Rua Deputado Ribeiro Magalhães
(da BR 343, agora “Av. Evandro Lins e Silva” até o encontro com R.D.Pedro I)

Rua Principal do Broder Ville

64213-060
Rua Antonio Cajubá de Brito
(Via principal de acesso ao novo Residencial Primavera)
64213-185
Rua Israel Broder
Rua da Capela de N. Sra. Aparecida
64213-190
Rua Antonio Ferreira Pires
Rua A
(Conj. Broder Ville)
64213-065
Rua Bernardo Caldas
Rua B
64213-070
Rua José Maria Borges dos Santos
Rua C
64213-080
Rua Antonio Sales de Sousa
Rua D
64213-090
Rua Wanildo Mendes dos Santos
Rua E
64213-100
Rua Maria Tereza Correia
Rua F
64213-110
Rua Trasíbulo Melo
Rua G
64213-120
Rua José de Morais Veras
(Laterais dos mercantis “Paulinho” e “Costa”)
“Rua Principal”
64213-200
Rua Raimundo Lucas de Oliveira
Projetada 87
64213-050
Rua Estevão Brioso
Projetada 88
64213-040

Av. Gerardo Ponte Cavalcante / Cearense
(Desde a Lei municipal nº. 2.592/2010)
Estrada Sabiazal
(Caminho para o Conj. Joaz Souza)
64216-675 (Igç.)
ou
64217-560 (SVP)
Rua Dom Pedro I
NÃO ALTEROU
64213-010


* LEI MUNICIPAL Nº. 2.700, de 05 de junho de 2012. Dispõe sobre denominações de logradouros e dá outras providências. (Diário Oficial do Município de Parnaíba - Quarta-feira, 06 de Junho de 2012 - Ano XIV - n° 1017).

OBS.: Em 2016, novos logradouros foram criados: a Praça Nossa Senhora Aparecida (ao lado de nossa capela) e a Rua Projetada 86 (última via do Residencial Cerâmica Costa Norte) passou a ser denominada Rua Delta.

Confira AQUI a íntegra da lei que denomina a Praça.
Confira aqui, novas denominações de logradouros no Bairro Primavera e no Resd. Dom Rufino

Fontes:

Clique na imagem e baixe a Lei 2.700/2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Na memória do patrono dos políticos, São Tomás More, a CNBB publica Nota sobre a ética pública


“Ai dos que fazem do direito uma amargura 
e a justiça jogam ao chão” (Am 5,7) 

Fatos políticos e administrativos, que contrariam a ética pública e o bem comum, têm sido fartamente divulgados pela Imprensa, provocando uma reação de indignação e perplexidade na sociedade brasileira. Chega-se mesmo a colocar em xeque a credibilidade das instituições, que têm o dever constitucional de combater a corrupção e estancar a impunidade, que alimenta tal prática. 
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, solidária a este sentimento que inquieta a população, vem, através do Conselho Permanente reunido em Brasília de 20 a 22 de junho, manifestar, mais uma vez, sua grave preocupação com estas suspeitas de violação aos princípios da moralidade e da legalidade consubstanciados na Constituição Federal. 
Já em 1993 a CNBB questionava: “Como não denunciar a grande criminalidade dos que desviam, em proveito pessoal, enormes somas dos órgãos públicos, provocando escândalo e revolta, muitas vezes impotentes, da parte dos humildes, a quem estavam destinados esses bens? Como não solicitar que os crimes mais graves sejam punidos e que a lei não seja severa apenas com os pequenos infratores, sem jamais atingir os poderosos e espertos? Como tolerar que a um grande número de denúncias comprovadas de corrupção e prejuízo dos cofres públicos não corresponda igual número de punições e ressarcimentos? A impunidade é um incentivo constante para novos crimes e novas violências” (CNBB, Ética, Pessoa e Sociedade, n. 143, 1993). 
O senso de justiça, sempre presente na consciência da nação brasileira, é incompatível com as afrontas ao bem comum que logram escapar às penas previstas, contribuindo para a generalizada sensação de que a justiça não é a mesma para todos. Todo cidadão tem o direito à correta gestão de assuntos e serviços públicos, afastando-se a deletéria, porque corrupta, conduta dos governantes de tratar a coisa pública, o patrimônio e negócios públicos, como objetos pessoais postos a usufruto particular e partidário, e à satisfação de caprichos egoístas. 
A sociedade brasileira espera e exige a investigação de toda suspeita de corrupção bem como a consequente punição dos culpados e o ressarcimento dos danos. O que temos assistido, no entanto, parece apontar em direção oposta quando muitos fatos, no passado e no presente, ficam sem solução e caem no esquecimento. Isso explica o crescente desencanto da sociedade com as instituições públicas. Os mecanismos que têm a responsabilidade de passar a limpo as corrompidas estruturas do país caem no descrédito e ficam desmoralizados se não cumprem o papel a que se destinam. Nenhum outro interesse pode subjugá-los senão o do resgate da ética no trato com a coisa pública. 
Reafirme-se que a força dos três poderes da República está na sua harmonia, no pleno respeito à sua correspondente independência e autonomia. Os que respondem diretamente por seu funcionamento, no entanto, nunca se esqueçam de que o poder que exercem provém da sociedade. Da mesma forma, o agente político se recorde de que é seu dever ultrapassar as fronteiras político-partidárias, as condicionantes de oposição-situação, para colocar-se a serviço do Estado e da sociedade, sem confundir jamais o público com o privado, o que constituiria grave ofensa à legislação e desrespeito à sociedade. 
No compromisso de construir uma sociedade justa e solidária, inspire a todos a palavra de Jesus Cristo: “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno” (Mt 5,37). 
Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, abençoe nosso povo e anime sua esperança!

Brasília, 22 de junho de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB 

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB 

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB 

Fonte: CNBB.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Nota da CNBB pelo "Dia Internacional da Mulher"

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, de 7 a 9 de março, saudamos todas as mulheres pela celebração do Dia Internacional da Mulher. Alegra-nos perceber que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade da mulher e de sua específica contribuição na construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária.
Esta data histórica nos convida, antes de tudo, a agradecer às mulheres por sua vocação e missão na Igreja e no mundo.
Servimo-nos, assim, da Carta às Mulheres, do Beato João Paulo II, para dizer nosso obrigado à mulher-mãe, que se faz ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única e que se torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz; à mulher-esposa, que une o seu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida; à mulher-filha e mulher-irmã, que levam ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da sua sensibilidade, intuição, generosidade e constância; à mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, econômica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dá à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento, à edificação de estruturas econômicas e políticas mais ricas de humanidade; à mulher-consagrada, que se abre com docilidade e fidelidade ao amor de Deus; à mulher, pelo simples fato de ser mulher que, com a percepção que é própria da sua feminilidade, enriquece a compreensão do mundo e contribui para a verdade plena das relações humanas (cf. Carta às Mulheres. João Paulo II, 1995).
Nosso agradecimento se estende também às mulheres cuja presença e atuação marcam fortemente a vida da nossa Igreja. Sua vocação evangelizadora, vivida no exercício dos vários ministérios, é fundamental à Igreja no desempenho de sua missão de tornar presente entre nós o Reino de Deus.
O Dia Internacional da Mulher nos conclama, ainda, a aplaudir as mulheres por suas conquistas ao longo de uma história marcada pela discriminação e pelo preconceito. É cada vez mais forte sua presença na família, no mundo do trabalho, na ciência, na educação, na política, na Igreja e na sociedade. Somos testemunhas do papel decisivo da mulher no processo da redemocratização do País. Não sem razão, comemoramos em 2012 os 80 anos do voto feminino, uma conquista histórica.
Apesar dos grandes avanços obtidos pelas mulheres, o Dia 8 de março continua a ser uma data para recordar e denunciar as inúmeras situações de violação de seus direitos e de sua dignidade. Milhares delas são vitimas da discriminação, do desrespeito étnico-cultural, do tráfico para exploração sexual e laboral e de inúmeras outras formas de violência. Para muitas, o lar, lugar sagrado de proteção, converteu-se em espaço de dor e sofrimento. A Lei Maria da Penha é outra vitória das mulheres, que vem combater esta violência doméstica de que são vítimas.
Neste contexto, a CNBB reafirma o apelo do Documento de Aparecida: “É urgente escutar o clamor, muitas vezes silenciado, de mulheres que são submetidas a muitas maneiras de exclusão e violências em todas as suas formas e em todas as etapas de suas vidas” (Documento de Aparecida n. 454).
Que Maria, modelo de mulher, seja sempre inspiração para todas as mulheres na vivência de sua vocação ao amor e ao cuidado da vida, em todas as suas dimensões, lutando por uma sociedade igualitária, de fraternidade e de paz.
Brasília – DF, 8 de março de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
Fonte: CNBB.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ELEIÇÕES-2012: Nota dos Bispos do Piauí

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL - CNBB - REGIONAL NORDESTE IV

Pronunciamento dos Bispos do Regional Nordeste IV da CNBB 
sobre as Eleições Municipais 2012

Os Bispos do Piauí, membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Nordeste IV, na qualidade de pastores de suas comunidades, desejam iluminar o cenário das próximas eleições municipais oferecendo pensamentos e reflexões que possam contribuir para o aprimoramento do processo eleitoral.
Reafirmamos nossa convicção no valor e importância da atividade política como serviço ao nosso povo, amparados sobretudo no testemunho de Jesus Cristo: “O Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir, e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mt 20,28).
No exercício da atividade política, justifica-se a organização partidária que se reveste de princípios e visa alcançar o poder para transformá-lo em serviço eficaz ao povo. Nossa prática tem demonstrado, infelizmente, vícios e distorções que obscurecem o brilho de setor tão fundamental para nossas vidas.
Níveis altos de desobediência às leis, como compra de votos, conchavos interesseiros, uso de dinheiro público em campanhas eleitorais, levaram a sociedade a se movimentar pela aprovação da Lei da “Ficha Limpa”, recentemente aprovada pelo Supremo Tribunal Federal. Nada mais justo, pois, do que batalhar por uma eleição limpa, confiável e que devolva esperança ao povo. E apostamos na possibilidade de termos militantes políticos com ficha limpa. Ao contrário, com o povo, sobretudo os pobres, desaprovamos os corruptos e aproveitadores.
Recomendamos vivamente à sociedade organizada a implantação de Comitês contra a corrupção eleitoral, de acordo com a Lei 9840/99, como contribuição para uma eleição transparente e limpa.
Preservando nossa identidade católica, queremos externar nossa rejeição a candidatos que não primam pelo bem comum, não defendem o direito e a justiça, não promovem nem defendem a vida, e ainda, aprovam o aborto e a eutanásia, em frontal desrespeito aos valores humanos e cristãos. O bom político estará sempre em sintonia com o povo que representa. Além disso, somos parte de uma sociedade cuja maioria valoriza a família e a vida.
Por fim, reafirmamos nossa confiança e concitamos mesmo os leigos a ocupar seu lugar numa autêntica militância que nos leve a “novos tempos” (Cf. DAp 505-507). “O vasto e complexo mundo da política, da realidade social e da economia, é campo próprio dos leigos” (EN 70). “Os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis e assim poderem ser uma referência para todos” (Bento XVI, Visita ad limina 2009). Reiteramos o nosso pronunciamento publicado referente as eleições de 2008.
Acompanharemos a todos com nossas orações, como cidadãos e Pastores.

Teresina, 22 de fevereiro de 2012.

+ Dom Alfredo Schaffler
Bispo de Parnaíba
Presidente da CNBB – Regional NE IV

+ Dom Juarez Sousa da Silva
Bispo de Oeiras
Vice-Presidente da CNBB – Regional NE IV

+ Dom Plínio José Luz da Silva
Bispo de Picos
Secretário da CNBB – Regional NE IV

Dom Eduardo Zielski
Bispo de Campo Maior

Dom Ramón Lopez Carrozas
Bispo de Bom Jesus do Gurgueia

Dom Valdemir Ferreira dos Santos
Bispo de Floriano

Pe. Cláudio José Boechat Moreno
Administrador Diocesano de São Raimundo Nonato

Pe. Tony Batista
Administrador Arquidiocesano de Teresina

Dom Celso José Pinto da Silva
Arcebispo Emérito de Teresina

Dom Miguel Fenelon Câmara Filho
Arcebispo Emérito de Teresina


Fonte: CNBB NE-IV
Confira as NOTAS anteriores das Eleições de 2008 e 2010

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

LUTO EM NOSSA COMUNIDADE

Seu Antônio Lucas em seu trabalho
evangelizador na Pastoral da Criança (2001)
Por volta das 23h de ontem, 20 de fevereiro, partiu para a Casa do Pai o servo de Deus, o Sr. Antônio Lucas de Oliveira. 
Ele, há 7 anos vinha lutando através dos meios técnicos (medicina) e da força da oração de um câncer generalizado em seu organismo.
Os nossos agradecimentos a Deus por ter-nos concedido conviver com esta pessoa maravilhosa! 
Muito obrigado Sr. Antônio pelo seu trabalho evangelizador o qual desempenhastes por 13 anos na comunidade! 
Este irmão foi um dos primeiros a fundar nossa comunidade católica. Por anos foi Coordenador da pastoral e líder da Pastoral da Criança na comunidade.
Que o Senhor Jesus, que é a “Ressurreição e a Vida” conceda o Reino dos Céus a este filho de Deus, que era amigo de todos, muito caridoso/generoso e de fé exemplar!
Que os sofrimentos dessa vida sirvam para purificação de sua alma e que a Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida, da qual Sr. Antônio era piíssimo devoto alcance de Deus o perdão dos seus pecados e lhe ajude a chegar aos braços do Filho Jesus! Amém!

Nossa solidariedade a dor e votos de pronta-recuperação à família enlutada!

OBS.: O corpo de nosso irmão, está sendo velado no Salão de Velório da Funerária "Pax União", localizado à Av. Álvaro Mendes, Parnaíba-PI. Seu sepultamento está previsto para o final da tarde de hoje.

Confira um vídeo que produzimos no passado por ocasião da 20ª Festa da Padroeira. Neste, homenageamos o trabalho dos nossos Coordenadores, inclusive o do Seu Antônio Lucas:



Para assistir mais vídeos, acesse a página HISTÓRIA.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

COMUNICADO: Alteração no Itineário da Peregrinação dos Símbolos das JMJ na Diocese de Parnaíba

Logomarca Oficial da JMJ-Rio-2013
Site da Diocese publica matéria afirmando que a Visita da Cruz Peregrina e do Ícone de Nosa Senhoraa começará dia 10 de março pela cidade de Luís Correia e não mais à 11 de março por Cocal. A Diocese de Parnaíba no dia 10 de março, às 21h receberá os Símbolos na cidade de Chaval no estado do Ceará. A programção de recepção dos Símbolos na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Luis Correia, ainda está em programação.
Assim, aguardemos nova Programação da Peregrinação em nossa Diocese.


Matéria relacionada: AQUI!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Nota com Indicações Pastorais para o Ano da Fé

A Congregação para a Doutrina da Fé divulgou, neste sábado, 7, uma nota com as indicações pastorais para o .Ano da Fé (2012-2013). Esta, contempla todos os níveis da Igreja, desde o nível universal, das Conferências Episcopais, diocesano e em nível das paróquias, comunidades, associações e movimentos. 
Leia-na abaixo:

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé

INTRODUÇÃO
Com a Carta apostólica Porta fidei de 11 de outubro de 2011, o Santo Padre Bento XVI convocou um Ano da Fé. Ele começará no dia 11 de outubro 2012, por ocasião do qüinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e terminará aos 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
Este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. [1] Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor. “Também nos nossos dias a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar” para que o Senhor “conceda a cada um de nós viver a beleza e a alegria de sermos cristãos”[2].
O início do Ano da Fé coincide com a grata recordação de dois grandes eventos que marcaram a face da Igreja nos nossos dias: o qüinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, desejado pelo beato João XXIII (11 de outubro de 1962), e o vigésimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, oferecido à Igreja pelo beato João Paulo II (11 de outubro de 1992).
O Concílio, segundo o Papa João XXIII, quis “transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios”, empenhando-se para que “esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo”[3]. A este propósito, continua sendo de importância decisiva o início da Constituição dogmática Lumen gentium: “A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura (cfr. Mc. 16,15)”[4]. A partir da luz de Cristo, que purifica, ilumina e santifica na celebração da sagrada liturgia (cf. Constituição Sacrosanctum Concilium) e com a sua palavra divina (cf. Constituição dogmática Dei Verbum), o Concílio quis aprofundar a natureza íntima da Igreja (cf. Constituição dogmática Lumen gentium) e a sua relação com o mundo contemporâneo (cf. Constituição pastoral Gaudium et spes). Ao redor das suas quatro Constituições, verdadeiras pilastras do Concílio, se agrupam as Declarações e os Decretos, que enfrentam alguns dos maiores desafios do tempo.
Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na assimilação (receptio) e na aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a Tradição, sob a guia segura do Magistério. A fim de favorecer a correta assimilação do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram amiúde o Sínodo dos Bispos[5], instituído pelo Servo de Deus Paulo VI em 1965, propondo à Igreja orientações claras por meio das diversas Exortações apostólicas pós-sinodais. A próxima Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã.
Desde o começo do seu pontificado, o Papa Bento XVI se empenhou de maneira decisiva por uma correta compreensão do Concílio, rechaçando como errônea a assim chamada “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura” e promovendo aquele que ele mesmo chamou de “’hermenêutica da reforma’”, da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos concedeu; é um sujeito que cresce no tempo e se desenvolve, permanecendo porém sempre o mesmo, único sujeito do Povo de Deus a caminho”[6].
O Catecismo da Igreja Católica, pondo-se nesta linha, é, de um lado, “verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II”[7], e de outro pretende favorecer a sua assimilação. O Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, convocado por ocasião do vigésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II e para efetuar um balanço da sua assimilação, sugeriu que fosse preparado este Catecismo a fim de oferecer ao Povo de Deus um compêndio de toda a doutrina católica e um texto de referência segura para os catecismos locais. O Papa João Paulo II acolheu a proposta como desejo “de responder plenamente a uma necessidade verdadeira da Igreja Universal e das Igrejas particulares”[8]. Redigido em colaboração com todo o Episcopado da Igreja Católica, este Catecismo “exprime verdadeiramente aquela a que se pode chamar a ‘sinfonia da fé’”[9].
O Catecismo compreende “coisas novas e velhas (cf. Mt 13,52), porque a fé é sempre a mesma e simultaneamente é fonte de luzes sempre novas. Para responder a esta dupla exigência, o ‘Catecismo da Igreja Católica’ por um lado retoma a ‘antiga’ ordem, a tradicional, já seguida pelo Catecismo de São Pio V, articulando o conteúdo em quatro partes: o Credo; a sagrada Liturgia, com os sacramentos em primeiro plano; o agir cristão, exposto a partir dos mandamentos; e por fim a oração cristã. Mas, ao mesmo tempo, o conteúdo é com freqüência expresso de um modo ‘novo’, para responder às interrogações da nossa época”[10]. Este Catecismo é “um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé.”[11]. Nele os conteúdos da fé encontram “a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.”[12].
O Ano da Fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, para que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado no mundo de hoje, capazes de indicar a “porta da fé” a tantas pessoas que estão em busca. Esta “porta” escancara o olhar do homem para Jesus Cristo, presente no nosso meio “todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20). Ele nos mostra como “a arte de viver” se aprende “numa relação profunda com Ele”[13]. “Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”[14].
Por ordem do Papa Bento XVI[15], a Congregação para a Doutrina da Fé redigiu a presente Nota, em acordo com os Dicastérios competentes da Santa Sé e com a contribuição do Comitê para a preparação do Ano da Fé[16], com algumas indicações para viver este tempo de graça, sem excluir outras propostas que o Espírito Santo quiser suscitar entre os Pastores e os fiéis nas diversas partes do mundo.

INDICAÇÕES
“Eu sei em quem pus a minha fé” (2 Tm 1, 12): esta palavra de São Paulo nos ajuda a compreender que “antes de mais, a fé é uma adesão pessoal do homem a Deus. Ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus”[17]. A fé como confiança pessoal no Senhor e a fé que professamos no Credo são inseparáveis, se atraem e se exigem reciprocamente. Existe uma ligação profunda entre a fé vivida e os seus conteúdos: a fé das testemunhas e dos confessores é também a fé dos apóstolos e dos doutores da Igreja.
Neste sentido, as seguintes indicações para o Ano da Fé desejam favorecer tanto o encontro com Cristo por meio de autênticas testemunhas da fé, quanto o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos. Trata-se de propostas que visam solicitar, de maneira exemplificativa, a pronta responsabilidade eclesial diante do convite do Santo Padre a viver em plenitude este Ano como um especial “tempo de graça”[18]. A redescoberta alegre da fé poderá contribuir também a consolidar a unidade e a comunhão entre as diversas realidades que compõem a grande família da Igreja.