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sábado, 28 de dezembro de 2013

Comunidade participa do Encerramento Paroquial do "Ano da Fé" na Matriz de Frei Galvão

Na última segunda-feira, 23, os irmãos da comunidade foram participar da tradicional "Missa de Frei Galvão" na Matriz Paroquial. Além da distribuição das pílulas milagrosas de Frei Galvão e de momento de testemunho de graças alcançadas pela intercessão desse santo, dois representantes de cada comunidade paroquial entraram em procissão levando ao altar a cruz e a lamparina do Ano da Fé, entregues às comunidades em novembro do ano passado. 
Com essa missa, em nossa paróquia, foi encerrado do Ano da Fé (2012-2013) convocado pelo papa emérito Bento XVI!
Que com este ano temático tenhamos aprendido a rezar como os primeiros discípulos: "Senhor: aumenta-nos a fé!” (Lc 17, 5).

domingo, 22 de dezembro de 2013

CONVITE: confira e participe!

  • 23/12 (segunda-feira): Encerramento do Ano da Fé na Matriz de Frei Galvão no Conj. Joaz Souza; Missa às 19h. Uma van sairá às 18h de frente de nossa capela. Passagem: R$ 2,00 (ida e volta).
  • 25/12 (quarta-feira): Confraternização Natalina da Comunidade. Local: residência do Sr. Severiano e Isabel. Como participar: levar um "prato" feito para partilhar com os demais. Horário: 19h.
  • 29/12 (domingo): Celebração da Palavra na capela da comunidade. Horário: 19h. Trazer toda a família, pois será celebrada a Solenidade da Sagrada Família de Nazaré!
Vamos lá, irmãos!! Divulguem e participem!!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fiéis da comunidade encerram solenemente o "Ano da Fé"

Na noite de ontem, em comunhão com toda a a Igreja, na Festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, os fiéis se reuniram para participar da Santa Missa e professarem solenemente a sua fé recebida no batismo, como atividade conclusiva do Ano da Fé convocado pelo papa emérito Bento XVI e continuado pelo papa Francisco.
Na celebração foram usados os símbolos recebidos no ano passado por ocasião da abertura paroquial do Ano da Fé - uma lamparina e uma cruz com as 5 chagas de Cristo. Dentro da Missa aconteceu também o batizado de uma jovem - Brenda. 
No domingo anterior, todos os fiéis foram convidados a trazerem uma vela e como a grande maioria o fez, no momento das (Renovação das) Promessas Batismais, enquanto também a capela ficou sem iluminação elétrica, cada um que pode acender suas velas e professar sua fé com o "Símbolos dos Apóstolos".
Foi uma celebração muito bonita e bem participada! Que continuemos a professar nossa fé na Igreja de Jesus!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Apresentados eventos conclusivos do Ano da Fé

Realizou-se na manhã desta segunda-feira (18) na Sala de Imprensa da Santa Sé a apresentação dos eventos conclusivos do Ano da Fé, ou seja, o “Dia para a vida contemplativa”, em 21 de novembro 2013, o Encontro dos Catecúmenos com o Papa Francisco no dia 23 de novembro e a Santa Missa conclusiva em 24 de novembro. Participaram da coletiva com os jornalistas o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, o Secretário e o Sub-secretário do mesmo dicastério, respectivamente Dom José Octavio Ruiz Arenas e Dom Graham Bell.
Dom Fisichella, ao apresentar os eventos e fazer um breve retrospecto do período, iniciou recordando que durante o Ano da Fé cerca de 8,5 milhões de peregrinos vieram ao Túmulo de Pedro para professar a fé, “apenas um pequeno sinal, mesmo que significativo”, acrescentando que as tantas iniciativas em todo o mundo “evidenciaram o quanto a fé permanece viva e dinâmica”. Foram “momentos para recordar os ensinamentos do Vaticano II, catequeses sobre a fé, diversas celebrações, testemunhos de caridade, atividades culturais de diversos gêneros, entre tantas outras iniciativas”. Por ocasião da conclusão deste ano especial convocado por Bento XVI em outubro de 2012, Dom Fisichella explicou que foi pensada uma série de sinais com a intenção de mostrar a continuidade da fé.
O primeiro sinal será a visita do Papa Francisco ao Mosteiro das Monjas Camaldulenses, no Aventino (uma das sete colinas de Roma), em 21 de novembro, às 16h45min. Será uma visita breve, “mas significativa, dedicada a quem fez a escolha de uma vida de clausura, privilegiando uma vida de oração e contemplação”. Segundo uma antiga tradição, o Aventino guarda os primeiros sinais da vida monástica feminina em Roma. O Papa rezará com as monjas o Canto das Vésperas segundo a regra Camaldulense, seguido de um breve momento de Adoração Eucarística.
O segundo sinal será vivido na tarde do sábado, 23 de novembro, no momento dedicado aos Catecúmenos, sob o tema “Prontos para atravessar a Porta da fé”. O Papa Francisco receberá 35 candidatos ao catecumenato no ingresso da Basílica de São Pedro, fazendo a eles as tradicionais perguntas “Qual é o seu nome? O que esperas da Igreja de Deus? O que a fé dá a você?”, seguido do sinal da cruz na testa. Estarão presentes cerca de 500 catecúmenos, acompanhados de seus catequistas, provenientes de diversos países, representando a universalidade da Igreja. Entre os países representados, Dom Fisichella destacou a Rússia, Moldávia, Bósnia Herzegovina, Egito, Marrocos, Argélia, China, Kirguistão, Mongólia, Cuba, entre outros.
Por fim, a celebração da Missa conclusiva do Ano da Fé no domingo 24 de novembro, às 10h30min na Praça São Pedro. Neste ponto, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção do Ano da Fé explicou os três sinais particulares que evidenciam a importância do momento. Inicialmente, a exposição das Relíquias de São Pedro pela primeira vez na história. “O Ano da Fé – observou Dom Fisichella – foi pensado como uma peregrinação ao Túmulo de Pedro”. “Em torno do Sucessor de Pedro, mas quase na presença física dos primeiros dos Apóstolos - a quem se deve junto com Paulo a fundação desta igreja em Roma -, seremos chamados a confessar mais uma vez com convicção e força a nossa fé”.
Um ulterior sinal será a entrega por parte do Papa Francisco da sua Exortação Apostólica Evangelii gaudium [a ser apresentada no próximo dia 26], como sinal do empenho que a Igreja é chamada a assumir. Simbolicamente, o Santo Padre entregará a carta a um Bispo, a um Sacerdote e a um Diácono, escolhidos entre os mais jovens a serem ordenados, provenientes da Letônia, Tanzânia e Austrália. Após, virão os religiosos e religiosas, seguidos dos representantes de cada evento realizado no Ano da Fé, ou seja, um crismando, um seminarista, uma noviça, uma família, catequistas, um deficiente auditivo, jovens fraternidades e movimentos. Estes 36 representantes provém de 18 diferentes países, expressão dos cinco continentes.
Dom Fisichella explicou que foram acrescentadas duas “expressões representativas pelo alto valor que possuem”: o escultor japonês Etsuro Sotoo, famoso por sua colaboração na Sagrada Família e a pintora polonesa Anna Gulak. Também dois representantes do jornalismo “para demonstrar o grande empenho e promoção que desenvolvem aqueles que se dedicam a este serviço, que representa sempre mais uma nova forma de cultura com que a Igreja sente a urgência de trabalhar e de sentir-se ajudada e sustentada na obra de evangelização”. 
O terceiro sinal - explica Dom Fisichella – será o “gesto de caridade em favor da população filipina atingida pelo furacão Hayan”. Assim, durante a celebração será realizada uma coleta, “como contribuição dos peregrinos para o Ano da Fé aos tantos irmãos e irmãs que foram atingidos pela calamidade e vivem uma situação de profunda necessidade”.
Dom Rino Fisichella concluiu a apresentação dizendo que “o Ano da Fé tinha por objetivo “encontrar o gosto pela fé. Queria ser um momento para uma reflexão mais profunda e para a redescoberta do encontro com Cristo e a sua Igreja. Anunciar, celebrar e testemunhar a fé, como forma de nova evangelização para redescobrir a alegria de acreditar e o entusiasmo para comunicar a fé”.

Fonte: Rádio Vaticano.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Participe da Festa da Padroeira-2013! Confira nossa programação!


Convite

Caríssimos irmãos e irmãs,

Vivemos um “Kairós” (tempo de graça)!
Estamos em pleno Ano da Fé (2012-2013), inaugurado pelo papa-emérito Bento XVI e a ser concluído pelo Santo Padre Francisco! 
A Igreja no Brasil dedicou 2013 como ano propício para a evangelização de nossa querida, mas também sofrida, juventude! Na Quaresma vivenciamos a Campanha da Fraternidade sob o tema “Fraternidade e Juventude” e no mês de julho, tivemos a presença especial do papa vindo ao Rio de Janeiro para presidir a 28ª Jornada Mundial da Juventude a mais de 3 milhões de jovens de 178 países...
Assim, não podemos desperdiçar este tempo favorável, para rezarmos e partirmos em missão aos jovens que ainda não conhecem ou que já perderam a esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo, “autor e consumador de nossa fé” (Hb 12, 2), Aquele que veio para “dar a vida em abundância” (Jo 10, 10) a todos e a todas.
À Maria Santíssima, “jovem virgem de Nazaré” (Lc 1, 28), eleita por Deus para trazer ao mundo o Salvador, nosso modelo perfeito e seguro de fidelidade à vontade do Senhor, queremos durante esses festejos, pedir-lhe que vele sempre por todos os jovens do nosso amado país.
Com grande alegria convidamos você, sua família e sua comunidade a participar do Novenário em honra da Santa Mãe de Deus e nossa, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil e de nossa comunidade, a realizar-se no período de 3 a 12 de outubro de 2013.

Participe! Venha rezar conosco!

A Coordenação.
CONFIRA NOSSA PROGRAMAÇÃO:
(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR!!)
OBSERVAÇÕES...
  • Abertura da Festa: Procissão Luminosa recitação do Santo Rosário às 18h, seguida de Santa Missa;
  • 3/10 e 6/10: após as missas, faremos leilões. Traga e arremate joias! Ajude-nos! 
  • 4/10: (dia de São Francisco), a novena será celebrada às 7 h; em seguida, haverá café comunitário.
  • 5/10: após a novena, haverá um bingo de um LIQUIDIFICADOR. Cartela: R$ 1,00.
  • 6/10: Durante a Missa haverá Batizados de crianças de 0 a 6 anos. (Para mais informações, procure a Coordenação da Comunidade até dia 30 de setembro!)
  • 7/10: não haverá missa e sim Celebração Penitencial seguida por Confissões.
  • De 5 a 11/10, meia-hora antes das celebrações, acontecerá a recitação do Santo Rosário;
  • 11/10: após a Missa, haverá o “I JANTAR COM MARIA”. Exibível: R$ 5,00.
  • 12/10: Missa solene da Festa, às 8 h; procissão, às 17 h e em seguida correrá o Sorteio Comunitário (BINGÃO) de valiosos prêmios! Cartela: R$ 2,00.
  • Os convidados não são responsáveis por nada na Liturgia, a não ser que expressem vontade. Para isso, favor, comunicar antecipadamente, entrando em contato com nossa Coordenação, por e-mail (comnsaphb@gmail.com) ou por nossa fanpage no Facebook. 

Encerrada a peregrinação pré-festejo-2013

Na noite de ontem, 3º e último dia de peregrinação entre as famílias em preparação para a Festa da Padroeira, nos reunimos na casa de Dona Albertina, na Rua B do Conj. Broder Ville. Na noite anterior, dia 2, a imagem de N. Sra. Aparecida pernoitou na residência de Dona Maria Gonçalo, na rua A. 
Foram ótimas caminhadas e encontros de reflexões sobre o Ano da Fé (2012-2013) bem participados. Cada irmão deu uma contribuição, um exemplo, um testemunho! 
Agora, é nos prepararmos para hoje, 3/10, logo mais às 18h, da casa de Dona Albertina sairmos em procissão para a Capela de nossa comunidade e com a Santa Missa darmos início à Novena da Padroeira-2013. 
Ao final da missa de hoje, o grupo de jovens da comunidade, fará uma bela apresentação cultural-religiosa! Todos são convocados a assistir! Teremos ainda barraquinhas com vendas de comidas típicas e haverá leilão. 
Participe! Esperamos por você e família!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Iniciada a peregrinação de pré-festejo-2013

Na noite de ontem, 30 de setembro, os irmãos se reuniram na Capela para partirem em missão às famílias da Comunidade! A 1ª família a nos acolher foi a da catequista Dona Rosa, moradora na Rua F do Conj. Broder Ville. Até dia 2 de outubro, três casas (três ruas) serão contempladas com a visita e pernoite da imagem de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira.
Essa peregrinação visa nos preparar espiritualmente para a Festa da Padroeira-2013 a realizar-se de 3 a 12 de outubro próximo com a temática: "Com Maria, testemunhar nossa fé em Jesus Cristo aos jovens".
Nesses encontros, "pré-festejo", estamos ouvindo o que o Senhor nos fala nas Sagradas Escrituras e no Magistério os Bispos da Igreja Católica reunidos no Concílio Vaticano II iniciado há 50 anos!
O Ano da Fé (2012-2013) aberto pelo papa Bento XVI e continuado pelo Papa Francisco é um convite a estudarmos os documentos desse grande concílio e por isso estamos estudando a Constituição Dogmática Lumen Gentium, especificamente o capítulo VIII que trata da Virgem Maria e a Igreja! 
Venha participar conosco! Rezemos juntos, irmãos! E peçamos a Nossa Senhora Aparecida a graça de continuarmos firmes na fé e fiéis a mãe-Igreja!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Indulgência pela JMJ Rio2013

O que é exatamente “indulgência”? Indulgência consiste na remissão concedida pela autoridade eclesiástica (e válida diante de Deus) da pena temporal, devido ao pecado já perdoado. A indulgência é dada pela autoridade da Igreja, em virtude do poder de ligar e desligar dado por Jesus a Pedro e aos apóstolos. A Igreja age, ao conceder indulgências, no poder espiritual com a missão dada a ela por Cristo e na inspiração do Espírito como "dispensadora da redenção", operada pelo Crucificado. Quando nos arrependemos e confessamos, o Senhor Deus – através da Igreja – nos perdoa (cancela) a culpa (e assim a pena eterna). Todavia, todo pecado acarreta uma série de efeitos negativos (para si e para outros) que precisam ser reparados (penas temporais). Para isto existem: nesta vida – a oração, a penitência e a esmola (Mt 6,1-18), uma conversão ardorosa, o martírio e também as indulgências. Na noutra vida existe o purgatório. É, pois, uma graça divina!
Nesse sentido, em vista deste tempo forte de peregrinação em que vive a nossa Arquidiocese, o Penitenticário-mor, Sua Eminência Manuel, Cardeal Monteiro de Castro, através do Prot. N. 478/13/I, de 2 de Julho de 2013, transmitiu ao Eminentíssimo Senhor Cardeal Stanislaw Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, a cópia do Decreto de Indulgências concedidas pelo Santo Padre Francisco, preparada pela Penitenciaria Apostólica em língua latina e italiana, na qual vêm concedidas especiais Indulgências por ocasião da Jornada Mundial da Juventude na nossa cidade do Rio de Janeiro, de 22 a 29 do corrente mês de Julho, durante o corrente Ano da Fé. 
O Santo Padre Francisco, desejando que os jovens, em união com os fins espirituais do Ano da Fé, convocado pelo Papa Emérito Bento XVI, possam obter os frutos esperados de santificação da “XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que se celebrará de 22 a 29 do próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro, e que terá por tema: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”, estabeleceu que todos os jovens e todos os fiéis devidamente preparados pudessem usufruir do dom das Indulgências como determinado:
Indulgência Plenária para os fiéis presentes na Jornada: concede-se a Indulgência plenária, obtenível uma vez por dia mediante as seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice, e ainda aplicável a modo de sufrágio pelas almas dos fiéis defuntos, pelos fiéis verdadeiramente arrependidos e contritos, que devotamente participem dos ritos sagrados e exercícios de piedade que terão lugar no Rio de Janeiro.
Indulgência Plenária para os fiéis legitimamente impedidos de participar da Jornada, mas que a acompanhem pelo Rádio ou pela Televisão: há uma concessão importante de indulgências para todos os fiéis legitimamente impedidos, que poderão obter a Indulgência Plenária desde que, cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente das sagradas funções nos dias determinados; desde que sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio, ou sempre que com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social.
Indulgência Parcial para todos: concede-se a Indulgência Parcial aos fiéis, onde quer que se encontrem durante o mencionado encontro, sempre que, pelo menos com alma contrita, elevem fervorosamente orações a Deus, concluindo com a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude, e devotas invocações à Santa Virgem Maria, Rainha do Brasil, sob o título de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, bem como aos outros Patronos e Intercessores do mesmo encontro, de modo a que estimulem os jovens a se fortalecerem na fé e a caminharem na santidade.
Como professamos no Credo: “Creio na comunhão dos santos”, existe um admirável laço entre Cristo e todos os filhos de Deus, à semelhança da unidade que se dá entre a “videira” e os “ramos” (Jo 15,1ss; cf. 1Cor 12,27; 1,9; 10,17; Ef 1,20-23; 4,4). Podemos, pois, também oferecer as indulgências na intenção daqueles que já partiram desse mundo (cf. Código de Direito Canônico, cân. 994). O Senhor realizará aquilo que for de acordo com sua vontade e bondade.
Como o fiel pode obter a indulgência? Fazendo aquilo que a Igreja indica. Primeiramente no campo da ação exterior: Confissão sacramental, Comunhão Eucarística, oração pelo Papa Francisco – ao menos 1 Pai Nosso e 1 Ave Maria – e a obra prescrita. Em segundo lugar, e com o mesmo espírito que a anima: de disposição interior: aversão ao pecado, não estar excomungado, desejo de obter a graça. Existem inúmeras obras de piedade, algumas orações como o Creio, Salve Rainha etc., a visita ao SSmo. Sacramento, às basílicas romanas, ao cemitério, a bênção Papal, ensinar a doutrina cristã e ouvir pregações, participar de congresso eucarístico, sínodo, do ensino das Constituições do Concílio Vaticano II e, em nosso caso, neste tempo favorável, participar da JMJ-Rio2013, enriquecidas pela Igreja com especiais indulgências. 
Para que estas maravilhas espirituais sejam operadas é necessário que todos os sacerdotes de nossa Arquidiocese estejam dispostos, com horários pré-marcados ou nos locais de catequeses e confissões durante os dias 22 a 29 deste mês, para o atendimento das confissões auriculares, em conformidade com o que determina o Decreto das Indulgências: "Para que os fiéis possam mais facilmente participar destes dons celestes, os sacerdotes, legitimamente aprovados para ouvir confissões sacramentais, com ânimo pronto e generoso se prestem a acolhê-las e proponham aos fiéis orações públicas pelo bom êxito desta “Jornada Mundial da Juventude”.
Lembramos que os fiéis poderão lucrar as indulgências, plenárias e parciais, em conformidade com o Decreto, que tem validade somente para o período de celebração da JMJ-Rio2013. É um dom a mais para os participantes desses momentos de oração, adoração, celebração, piedade.
Que todos os fiéis vivam intensamente a JMJ-Rio2013 e obtenham todas as graças anexas a este tempo santo. Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e, também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados, para viver a virtude da santidade, abrindo seus corações para o Redentor, fiel ao lema que viveremos nestes dias: “Ide e fazei discípulos por todas as nações (cfr Mt 28, 19)”.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Leia, na íntegra, o texto do Decreto com o qual o Santo Padre concede indulgências à Jornada Mundial da Juventude Rio-2013:

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Nossa comunidade participou ativamente no 4º retiro das Santas Missões Populares na Diocese!

No período de 5 a 7 de julho a quadra poliesportiva da Universidade Federal do Piauí - Campus de Parnaíba sediou o 4º e último retiro das Santas Missões Populares (SMP) que contou com a presença de centenas de missionários vindos das 29 paróquias de nossa diocese.
Nossa comunidade acolheu 21 irmãos da Paróquia de N. Sra. do Perpétuo Socorro (Cocal) que aqui vieram pernoitar e tomar café com nossas famílias.
O nosso agradecimento em especial às famílias-acolhedoras de: Roseane e Roberto; Jovelina e Francisco; Carlota e Alvino; Fátima e João; Raimundo "Mestrin" e Maria; e ao nosso coordenador.
Nosso agradecimento também à Dona Maria da Soledade que foi a responsável pela recepção e atuou como "guia" dos missionários do local dos encontros até nossa comunidade.
No dia 7 de julho, à noitinha, 65 irmãos da comunidade fretaram, mais uma vez, o ônibus de Dona Do Carmo e Seu Antônio, para participarem da Missa de encerramento-envio das SMP (2009-2013) em nossa Diocese e assistirem ao show com o Pe. Reginaldo Manzotti - "FÉsta da Missão" - realizados na Avenida São Sebastião.
A Santa Missa foi presidida pelo bispo diocesano de Parnaíba, Dom Alfredo Scháffler e concelebrada pelo pregador do retiro das SMP, o sacerdote fidei donum Pe. Luís Mosconi, o padre-cantor Reginado Manzotti (que fez uma belíssima homilia!) e por quase todos padres da Diocese - faltaram apenas os párocos de Domingos Mourão e Piracuruca, por conta da abertura da festa da padroeira daquelas cidades, N. Sra. do Carmo.
Confira imagens desse grande momento de graça em nossa Diocese de Parnaíba, durante esse "Ano da Fé" (2012-2013):

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Apresentada a primeira Encíclica do Papa Francisco

Lumen Fidei - A luz da fé, assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, no Vaticano. Dirigida aos bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e a todos os fiéis leigos, a Encíclica – explica o Papa Francisco - já estava "quase completada" por Bento XVI. Àquela "primeira versão" o atual Pontífice acrescentou "ulteriores contribuições". A finalidade do documento é recuperar o caráter de luz que é específico da fé, capaz de iluminar toda a existência humana. Quem acredita nunca está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando esperança. E’ este é o coração da Lumen fidei. Numa época como a nossa, a moderna - escreve o Papa - em que o acreditar se opõe ao pesquisar e a fé é vista como um salto no vazio que impede a liberdade do homem, é importante ter fé e confiar, com humildade e coragem, ao amor misericordioso de Deus, que endireita as distorções da nossa história.
Clique na imagem para ler na íntegra a
Carta Encíclica "Lumen fidei"
Testemunha fiável da fé é Jesus, através do qual Deus atual realmente na história. Como na vida de cada dia confiamos no arquiteto, o farmacêutico, o advogado, que conhecem as coisas melhor que nós, assim também para a fé confiamos em Jesus, um especialista nas coisas de Deus. A fé sem a verdade não salva, diz em seguida o Papa – fica a ser apenas um bonito conto de fadas, sobretudo hoje em que se vive uma crise de verdade, porque se acredita apenas na tecnologia ou nas verdades do indivíduo, porque se teme o fanatismo e se prefere o relativismo. Pelo contrário, a fé não é intransigente, o crente não é arrogante: a verdade que vem do amor de Deus não se impõe pela violência, não esmaga o indivíduo e torna possível o diálogo entre fé e razão.
Se torna, portanto, essencial a evangelização: a luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos e se transmite de geração em geração, através das testemunhas da fé. Mas de uma maneira especial, a fé se transmite através dos Sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia, e através da confissão de fé do Credo e a Oração do Pai Nosso, que envolvem o crente nas verdades que confessa e o fazem ver com os olhos de Cristo. A fé é uma, sublinha o Papa, e a unidade da fé é a unidade da Igreja. Também é forte a ligação entre acreditar e construir o bem comum: a fé torna fortes os laços entre os homens e se coloca ao serviço da justiça, do direito e da paz. Essa não nos afasta do mundo, muito pelo contrário: se a tirarmos das nossas cidades, ficamos unidos apenas por medo ou por interesse. A fé, pelo contrário, ilumina a família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher; ilumina o mundo dos jovens que desejam “uma vida grande", dá luz à natureza e nos ajuda a respeitá-la, para "encontrar modelos de desenvolvimento que não se baseiam apenas na "utilidade ou lucro, mas que consideram a criação como um dom”. Mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus, escreve ainda o Pontífice: ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha. Finalmente, o Papa lança um apelo: "Não deixemos que nos roubem a esperança, não deixemos que ela seja frustrada com soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam o caminho para Deus”.

Fonte: CNBB.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Receba nossos votos de Páscoa 2013!!!

“Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus... e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da virgem Maria ... Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia conforme as Escrituras e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai ... e o seu reino não terá fim ...”  (Credo Niceno-constantinopolitano)
Papa Francisco incensando o ícone de Cristo "Pantocrator " (Todo poderoso) 
na Missa da Páscoa, 31.3.2013.
Cristo ressuscitou! Cristo está vivo entre nós!
A Páscoa traz consigo a mensagem de vida libertada da morte. Que vençam os pensamentos de paz! Que vença o respeito pela vida! (Beato João Paulo II) 

Páscoa: Jesus passando pela nossa vida e, com sua luz, iluminando as profundezas de nossa existência. 
Com sua comunidade, com sua família e com seus amigos, 
tenha uma Páscoa abundantemente iluminada!

(Dom Celso A. Marchiori - Diocese de Apucarana )
Fonte: CNBB.

sábado, 2 de março de 2013

Sede Vacante

Do dia 28 de fevereiro, quinta-feira, às vinte horas de Roma, a Igreja Católica está sem Papa. Efetivada a renúncia de Bento XVI, começa o período de “sede vacante”. Está vago o cargo de Papa. 
Tudo conforme ele mesmo tinha determinado, no dia 11 de fevereiro, quando estabeleceu o dia e a hora exata em que ele deixaria de exercer a missão de Papa. 
De tal modo que toda a Igreja teve tempo de assimilar a notícia da inesperada decisão, e contar com a segurança das disposições que entram logo em vigor quando vem a faltar o Papa. Assim todos podemos ter segurança e serenidade, sabendo que estão agora previstos todos os passos que vão levar à eleição de um novo Papa, dentro de poucos dias. 
Desta vez a situação foi inusitada. Quando morria um Papa, estávamos acostumados a acompanhar o seu enterro, e agradecer a Deus o dom de sua vida, colocada a serviço da Igreja até o momento de sua morte. 
Fomos surpreendidos por uma inesperada decisão do Papa, que sentindo suas forças faltarem, decidiu renunciar, para deixar o lugar a outro que pudesse cumprir esta pesada missão com renovadas energias. 
Desta maneira, não é que ele abandonou o barco, para cair fora. Ao contrário, sentiu tanta responsabilidade pesando em seus ombros, que achou mais acertado, para o bem da Igreja, renunciar à sua missão de Papa, para que esta missão seja assumida por alguém em plenas condições de suportar o peso deste cargo todo especial. 
Com isto, de certa maneira, Bento XVI deu um claro recado ao novo Papa. Seja quem for o eleito, ele poderá contar com o apoio de todos para enfrentar “as questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho”, como ele mesmo falou no dia em que anunciou sua renúncia. 
Como todos já pudemos constatar, Bento XVI nos deixa um claro e comovente testemunho de tantas virtudes, que o ajudaram a tomar esta decisão. 
Foi humilde para reconhecer sua fraqueza física. 
Foi desprendido em deixar de lado as honras e o poder do cargo que ocupava. 
Foi sobretudo responsável, comunicando sua decisão, a tempo de todos assimilarem a notícia e assumirem suas responsabilidades. 
Com sua renúncia, Bento XVI nos deixa um comovente exemplo de total devotamento à missão que Deus dá a cada um. Sua renúncia se assemelha a um grande retiro, onde ele poderá agora se deter com mais serenidade, vinda de sua paz de consciência pelo dever cumprido, e da abundante semeadura, que a seu tempo germinará e dará muitos frutos. 
Pelo inusitado da renúncia, o fato se revestiu de expectativas de mudanças na vida da Igreja. Com seu gesto, Bento XVI acabou demonstrando que é possível provocar mudanças, mesmo num aparato tão monolítico como se tornou a estrutura da instituição eclesial. 
Parecia que o impulso renovador do Vaticano II já tivesse se esgotado. De repente, a renúncia de um Papa acaba mostrando que é possível, sim, mudar muitas coisas, que o peso da história parecia canonizar como imutáveis! 
Nestes dias de sede vacante, estas esperanças se concentram na pessoa do novo Papa que vai ser eleito. Mas podemos alargá-las, apostando nas iniciativas renovadoras que poderão contagiar a Igreja inteira, como aconteceu com João XXIII. 

Dom Demétrio Valentini 
Bispo de Jales (SP) 

Fonte: CNBB. SEX, 01 DE MARÇO DE 2013.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Com o clero de sua diocese o papa Bento XVI descreve pontos fundamentais do Concílio Vaticano II


Abaixo, confira na íntegra o último discurso do papa Bento XVI ao seu Clero. O texto constituiu-se numa avaliação sobre o Concílio Vaticano II e um grande presente ao Ano da Fé por ele convocado em 2011 e que estamos celebrando (2012-2013). Ao final do discurso o pontífice faz duras críticas à imprensa tendenciosa  aos sensacionalismo dos meios de comunicação social. Leia-o!

ENCONTRO DO PAPA BENTO XVI COM O CLERO DE ROMA
Sala Paulo VI, 14 de Fevereiro de 2013

Eminência,
Amados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado!

Considero um dom particular da Providência que, antes de deixar o ministério petrino [previsto para 28/02/2013], tenha ainda podido ver o meu clero, o clero de Roma. É sempre uma grande alegria ver como a Igreja vive, como, em Roma, a Igreja está viva; há pastores que, no espírito do Pastor Supremo, guiam o rebanho do Senhor. Realmente é um clero católico, universal, e isto corresponde à essência da Igreja de Roma: ter nela a universalidade, a catolicidade de todos os povos, de todas as raças, de todas as culturas. Ao mesmo tempo, sinto-me muito grato ao Cardeal Vigário, que ajuda a despertar, a encontrar as vocações também em Roma, porque se Roma deve ser, por um lado, a cidade da universalidade, por outro, há-de ser uma cidade com a sua própria fé forte e robusta, da qual nascem também vocações. E estou convencido de que, com a ajuda do Senhor, podemos encontrar as vocações que Ele próprio nos dá, guiá-las, ajudá-las a amadurecer, e assim servir para o trabalho na vinha do Senhor.
Hoje professastes o Credo diante do túmulo de São Pedro: no Ano da fé, parece-me muito oportuno, talvez mesmo necessário, este acto do clero de Roma se reunir no túmulo do Apóstolo a quem o Senhor disse: «A ti confio a minha Igreja. Sobre ti edifico a minha Igreja» (cf. Mt 16, 18-19). Diante do Senhor, juntamente com Pedro, confessastes: «Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo» (cf. Mt 16, 15-16). É assim que a Igreja cresce: juntamente com Pedro, confessando Cristo, seguindo Cristo. E façamo-lo sempre. Eu estou muito agradecido pela vossa oração, que pude sentir – como disse quarta-feira – quase fisicamente. Embora agora me retire, na oração continuo sempre unido a todos vós e tenho a certeza de que também vós estareis unidos a mim, apesar de permanecer oculto para o mundo.
Pe. Joseph Ratzinger e Card. Frings
(início da década de 1960)
Devido às condições da minha idade, não pude preparar, para hoje, um grande e verdadeiro discurso, como alguém poderia esperar; eu pensava mais numa breve conversa sobre o Concílio Vaticano II, tal como eu o vi. Começo por uma curiosidade: em 1959, tinha sido nomeado professor da Universidade de Bonn, onde fazem seus estudos os alunos, os seminaristas da diocese de Colónia e de outras dioceses vizinhas. Foi assim que entrei em contacto com o Cardeal de Colónia: o Cardeal Frings. O Cardeal Siri, de Génova, – no ano 1961, acho eu – organizou uma série de conferências sobre o Concílio feitas por vários Cardeais europeus, e convidara também o Arcebispo de Colónia para realizar uma das conferências que tinha por título: O Concílio e o mundo do pensamento moderno.
A vida do papa Bento  XVI (Joseph Ratzinger):
 família, nascimento,  2ª Guerra,
 sacerdócio, magistério,
participação no Concílio,
episcopado, cardinalato,
sumo-pontificado,
tudo isso narrado pelo seu irmão:
Georg. Ratzinger.
Livro lançado em 2011. 
Vale à pena  ler esse livro!
O Cardeal convidou-me – o mais novo dos professores – para lhe redigir um projecto; ele gostou do projecto, e propôs ao povo de Génova o texto como eu o escrevera. Pouco tempo depois, o Papa João convida-o para ir ter com ele, e o Cardeal estava cheio de medo por ter talvez dito algo de não correcto, algo de falso, e consequentemente ser chamado para uma admoestação, talvez mesmo para lhe tirar o cardinalato. Na verdade, quando o seu secretário o viu vestido para a audiência, o Cardeal disse: «Talvez use agora pela última vez estas vestes». Depois entrou; o Papa João vem ao seu encontro, abraça-o e diz: «Obrigado, Eminência! O senhor disse as coisas que queria dizer eu, mas não tinha encontrado as palavras». Assim, o Cardeal sabia que estava no caminho certo, e convidou-me para ir com ele ao Concílio, inicialmente como seu perito pessoal; depois, no decurso do primeiro período – em Novembro de 1962, creio eu – fui nomeado também perito oficial do Concílio.
Então partimos para o Concílio não apenas com alegria, mas também com entusiasmo. Havia uma expectativa incrível. Esperávamos que tudo se renovasse, que viesse verdadeiramente um novo Pentecostes, uma nova era da Igreja, pois esta apresentava-se ainda bastante robusta naquele tempo, a prática dominical ainda boa, as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, apesar de já um pouco reduzidas no número, ainda eram suficientes. Contudo, tinha-se a sensação de que a Igreja não caminhava, ia diminuindo, parecia mais uma realidade do passado que a portadora do futuro. E, naquele momento, esperávamos que esta situação se alterasse, mudasse; que a Igreja fosse de novo força do futuro e força do presente. E sabíamos que a relação entre a Igreja e o período moderno tinha sido, desde o princípio, um pouco contrastante, a começar do erro da Igreja no caso de Galileu Galilei; pensava-se em corrigir este início errado e encontrar de novo a união entre a Igreja e as forças melhores do mundo, para abrir o futuro da humanidade, para abrir o verdadeiro progresso. Por isso, estávamos cheios de esperança, de entusiasmo e também de vontade de contribuir com a nossa parte para isso. Lembro-me que o Sínodo Romano era considerado um modelo negativo. Disse-se – não sei se era verdade – que tivessem lido os textos preparados na Basílica de São João e que os membros do Sínodo tivessem aclamado, aprovado aplaudindo, e assim se teria realizado o Sínodo. Os Bispos disseram: Não, não façamos assim! Somos Bispos, nós mesmos somos o sujeito do Sínodo; não queremos apenas aprovar aquilo que foi feito, mas queremos ser nós o sujeito, os condutores do Concílio. O próprio Cardeal Frings, que era conhecido pela sua fidelidade absoluta, quase escrupulosa, ao Santo Padre, neste caso disse: Encontramo-nos aqui com outra função. O Papa convocou-nos como Padres, para sermos Concílio ecuménico, um sujeito que renove a Igreja. Assim queremos assumir esta nossa função.
O primeiro momento, em que se manifestou esta atitude, foi logo no primeiro dia. Estavam previstas, para este primeiro dia, as eleições das Comissões e tinham sido preparadas, de modo – procurou-se – imparcial, as listas, os nomes; seriam estas listas que se deviam votar. Mas os Padres disseram imediatamente: Não! Não queremos simplesmente votar listas já feitas. Somos nós o sujeito. Então teve-se de adiar as eleições, porque os próprios Padres queriam conhecer-se um pouco, queriam eles próprios preparar listas. E assim se fez. O Cardeal Liénart de Lille e o Cardeal Frings de Colónia disseram publicamente: Assim não pode ser. Queremos fazer as nossas listas e eleger os nossos candidatos. Não era um acto revolucionário, mas um acto de consciência, de responsabilidade por parte dos Padres conciliares.
Começava assim uma intensa actividade para se conhecerem, horizontalmente, uns aos outros; e isso não foi deixado ao acaso. No «Colégio dell’Anima», onde eu morava, tivemos muitas visitas: sendo o Cardeal muito conhecido, vimos lá Cardeais de todo o mundo. Recordo-me bem da figura alta e magra de Mons. Etchegaray, que era Secretário da Conferência Episcopal Francesa, dos encontros com Cardeais, etc. E isto havia de ser típico durante todo o Concílio: pequenos encontros transversais. Foi assim que conheci grandes figuras como Padre de Lubac, Daniélou, Congar, etc. Conhecemos vários Bispos; recordo-me particularmente do Bispo Elchinger de Estrasburgo, etc. E esta era já uma experiência da universalidade da Igreja e da realidade concreta da Igreja, que não recebe simplesmente imperativos de cima, mas conjuntamente cresce e caminha, sempre sob a guia – naturalmente – do  Sucessor de Pedro.
Como disse, todos vinham com grandes expectativas; nunca se realizara um Concílio com estas dimensões, mas nem todos sabiam como fazer. Os mais preparados – digamos, aqueles com intenções mais definidas – eram o episcopado francês, alemão, belga, holandês, a chamada «aliança do Reno». E, na primeira parte do Concílio, eram eles que indicavam a estrada; depois, rapidamente se alargou a actividade e todos progressivamente participaram na criatividade do Concílio. Os franceses e os alemães tinham vários interesses em comum, embora com matizes bastante diferentes. O intento primeiro, inicial, simples – simples, aparentemente – era a reforma da liturgia, iniciada já com Pio XII, que tinha reformado a Semana Santa; o segundo, a eclesiologia; o terceiro, a Palavra de Deus, a Revelação; e, finalmente, também o ecumenismo. Os franceses, muito mais do que os alemães, tinham ainda como problema para tratar a situação das relações entre a Igreja e o mundo.
Começamos pelo primeiro. Depois da Primeira Guerra Mundial, crescera, precisamente na Europa central e ocidental, o movimento litúrgico, uma redescoberta da riqueza e profundidade da liturgia, que até então estava quase fechada no Missal Romano do sacerdote, enquanto o povo rezava pelos seus livros de oração, feitos de acordo com o coração da gente, de modo que se procurava traduzir os conteúdos altos, a linguagem elevada da liturgia clássica em palavras mais sentimentais, mais próximas do coração das pessoas. Tratava-se, porém, quase de duas liturgias paralelas: o sacerdote com os ajudantes, que celebrava a Missa segundo o Missal, e os leigos que rezavam, durante a Missa, com os seus livros de oração, sabendo substancialmente o que se realizava no altar. Mas agora fora redescoberta precisamente a beleza, a profundidade, a riqueza histórica, humana, espiritual do Missal e a necessidade que não houvesse só um representante do povo, um pequeno ajudante, a dizer: «Et cum spiritu tuo» [E com o seu espírito], etc, mas que fosse realmente um diálogo entre o sacerdote e o povo, que realmente a liturgia do altar e a liturgia do povo fosse uma única liturgia, uma participação activa, que as riquezas chegassem ao povo; e assim foi redescoberta, renovada a liturgia.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Conversão de São Paulo

Ótima reflexão para a Solenidade da Conversão do Apóstolo Paulo a ser celebrada na próxima sexta-feira, 25 de janeiro. Confira:


São Paulo, homem de fé

No dia 25 de janeiro, a Arquidiocese de São Paulo comemora a festa de seu Patrono, o Apóstolo São Paulo. No Ano da Fé, convém voltar para São Paulo um olhar especial, para perceber nele o homem de fé e a testemunha firme e qualificada de Cristo. 
A sua fé, enquanto fariseu zeloso, talvez era a do estudioso das Escrituras, do intelectual, que procurava entender a letra dos testemunhos dos antepassados; era um encarregado intransigente de zelar pela prática intransigente e sem desvios de tudo o que se prescrevia na religião. Ele mesmo escreve que era zeloso mais que ninguém (cf Fl 3,6). Mas com o zelo dessa religiosidade formal, ele perseguiu os cristãos, que considerava desviados da fé (cf At 9,1-2). Mas, qual fé?! 
Às portas de Damasco, ele teve o encontro inesperado com Cristo, em pessoa, que lhe fala: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” Suas convicções são sacudidas por aquela voz. Sua fé estava baseada na letra; agora, a letra tem voz e se revela como pessoa! “Quem és tu, Senhor?” (At 9,5). A fé muda de base: das doutrinas e preceitos, passa a se confrontar com Aquele que lhe fala e sobre quem versam doutrinas e letras. 
Saulo tem a experiência marcante de sua fé cristã: o encontro pessoal com Aquele mesmo, que estava perseguindo e queria combater. Compreende e se entrega: “que devo fazer, Senhor?” (cf At 22,10). Está disposto a aprender tudo de novo; e será o que vai fazer, na escola de Gamaliel e no seu retiro de três anos “na Arábia”, como ele mesmo informa (cf Gl 1,17). Saulo já é “Paulo”, que significa “pequeno”, humilde. 
E a imensa energia de seu caráter será posta, agora, inteiramente a serviço de Cristo, que teve misericórdia dele e o alcançou... A experiência do perdão, da misericórdia alcançada e da escolha que Cristo fez dele para ser apóstolo e missionário do Evangelho entre os povos não saem mais de sua cabeça e fazem seu coração transbordar: “Ele me amou e por mim se entregou!” (cf Cl 2,20)! 
Uma vez encontrado e reconhecido Jesus Cristo, Paulo aposta sua vida inteiramente nele: “para mim, o viver é Cristo”. Não lhe interessam mais as glórias deste mundo, nem mede esforços e fadigas para anunciar o nome de Cristo entre os povos, tentando atraí-los para Ele, para terem, como ele teve, a experiência do encontro e do perdão. A fé, para ele, não será mais algo abstrato, mas referida à pessoa de Jesus Cristo, que lhe abriu todos os tesouros da compreensão e da graça. 
A fé, para Paulo, é adesão viva e firme à pessoa de Jesus e, por meio dele, à pessoa de Deus. Essa adesão é perseverante, mesmo no meio das maiores dificuldades e provações, que deve enfrentar por causa de Cristo. Finalmente, essa fé mantém-se firme também nas prisões, torturas e no martírio. 
Para Paulo, a fé, é um novo modo de compreender o mundo, a vida, a conduta humana. A fé torna sábio “em Cristo”, leva a um “estar com Cristo”, a “viver de Cristo”, a esperar com firme confiança e a obedecer a Deus, por meio de Cristo. A fé significa para Paulo uma participação na vida, na morte e na ressurreição com Cristo. A fé é dom recebido e acolhido com gratidão e correspondido com coerência e conversão constante. 
Como apóstolo e missionário, ele “gera filhos na fé” e os educa no Evangelho; suas cartas testemunham de maneira abundante esse zelo paternal em relação às diversas comunidades que tiveram origem com sua pregação e ação missionária. As recomendações a Timóteo e a Filémon mostram as qualidades de seu coração de pai e educador na fé. Aproximando-se do martírio, ele pode dizer com serenidade: “completei a minha corrida, guardei a fé!” (2Tm 4,7). 
Olhando para este Apóstolo, sentimo-nos encorajados a imitar seu exemplo de homem de fé, de testemunha de Cristo. Muitos outros, em tempos difíceis ao longo da história do Cristianismo, inspiraram-se nele e ajudaram a Igreja a recobrar ânimo e nova vitalidade missionária. Tempos de “nova evangelização”, como os que vivemos, requerem a mesma atitude... Olhemos para o exemplo de São Paulo e peçamos sua intercessão. 

Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP) 
Fonte: CNBB, 22.1.2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O XXI DIA MUNDIAL DO DOENTE

«Vai e faz tu também o mesmo» (Lc 10, 37)

Amados irmãos e irmãs!

1. No dia 11 de Fevereiro de 2013, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, celebrar-se-á de forma solene, no Santuário mariano de Altötting, o XXI Dia Mundial do Doente. Este dia constitui, para os doentes, os operadores sanitários, os fiéis cristãos e todas as pessoas de boa vontade, «um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade» (João Paulo II,Carta de instituição do Dia Mundial do Doente, 13 de Maio de 1992, 3). Nesta circunstância, sinto-me particularmente unido a cada um de vós, amados doentes, que, nos locais de assistência e tratamento ou mesmo em casa, viveis um tempo difícil de provação por causa da doença e do sofrimento. Que cheguem a todos estas palavras tranquilizadoras dos Padres do Concílio Ecuménico Vaticano II: «Sabei que não estais (…) abandonados, nem sois inúteis: vós sois chamados por Cristo, a sua imagem viva e transparente» (Mensagem aos pobres, aos doentes e a todos os que sofrem).
2. Para vos acompanhar na peregrinação espiritual que nos leva de Lourdes, lugar e símbolo de esperança e de graça, ao Santuário de Altötting, desejo propor à vossa reflexão a figura emblemática do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). A parábola evangélica narrada por São Lucas faz parte duma série de imagens e narrações tomadas da vida diária, pelas quais Jesus quer fazer compreender o amor profundo de Deus por cada ser humano, especialmente quando se encontra na doença e no sofrimento. Ao mesmo tempo, porém, com as palavras finais da parábola do Bom Samaritano – «Vai e faz tu também o mesmo» (Lc 10, 37) –, o Senhor indica qual é a atitude que cada um dos seus discípulos deve ter para com os outros, particularmente se necessitados de cuidados. Trata-se, por conseguinte, de auferir do amor infinito de Deus, através de um intenso relacionamento com Ele na oração, a força para viver diariamente uma solicitude concreta, como o Bom Samaritano, por quem está ferido no corpo e no espírito, por quem pede ajuda, ainda que desconhecido e sem recursos. Isto vale não só para os agentes pastorais e sanitários, mas para todos, incluindo o próprio enfermo, que pode viver a sua condição numa perspectiva de fé: «Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor» (Enc. Spe salvi, 37).
3. Diversos Padres da Igreja viram, na figura do Bom Samaritano, o próprio Jesus e, no homem que caiu nas mãos dos salteadores, Adão, a humanidade extraviada e ferida pelo seu pecado (cf. Orígenes, Homilia sobre o Evangelho de Lucas XXXIV, 1-9; Ambrósio, Comentário ao Evangelho de São Lucas, 71-84; Agostinho, Sermão 171). Jesus é o Filho de Deus, Aquele que torna presente o amor do Pai: amor fiel, eterno, sem barreiras nem fronteiras; mas é também Aquele que «Se despoja» da sua «veste divina», que baixa da sua «condição» divina para assumir forma humana (cf. Flp 2, 6-8) e aproximar-Se do sofrimento do homem até ao ponto de descer à mansão dos mortos, como dizemos no Credo, levando esperança e luz. Ele não Se vale da sua igualdade com Deus, do seu ser Deus (cf. Flp 2, 6), mas inclina-Se, cheio de misericórdia, sobre o abismo do sofrimento humano, para nele derramar o óleo da consolação e o vinho da esperança.
4. O Ano da fé, que estamos a viver, constitui uma ocasião propícia para se intensificar o serviço da caridade nas nossas comunidades eclesiais, de modo que cada um seja bom samaritano para o outro, para quem vive ao nosso lado. A propósito, desejo recordar algumas figuras, dentre as inúmeras na história da Igreja, que ajudaram as pessoas doentes a valorizar o sofrimento no plano humano e espiritual, para que sirvam de exemplo e estímulo. Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, «perita da scientia amoris» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 42), soube viver «em profunda união com a Paixão de Jesus» a doença que a levou «à morte através de grandes sofrimentos» (Audiência Geral, 6 de Abril de 2011). O Venerável Luís Novarese, de quem muitos conservam ainda hoje viva a memória, no exercício do seu ministério sentiu de modo particular a importância da oração pelos e com os doentes e atribulados, que acompanhava frequentemente aos santuários marianos, especialmente à gruta de Lourdes. Movido pela caridade para com o próximo, Raul Follereau dedicou a sua vida ao cuidado das pessoas leprosas mesmo nos cantos mais remotos da terra, promovendo entre outras coisas o Dia Mundial contra a Lepra. A Beata Teresa de Calcutá começava sempre o seu dia encontrando Jesus na Eucaristia e depois saía pelas estradas com o rosário na mão para encontrar e servir o Senhor presente nos enfermos, especialmente naqueles que não são «queridos, nem amados, nem assistidos». Santa Ana Schäffer, de Mindelstetten, soube, também ela, unir de modo exemplar os seus sofrimentos aos de Cristo: «o seu quarto de enferma transformou-se numa cela conventual, e o seu sofrimento em serviço missionário. (...) Fortalecida pela comunhão diária, tornou-se uma intercessora incansável através da oração e um espelho do amor de Deus para as numerosas pessoas que procuravam conselho» (Homilia de canonização, 21 de Outubro de 2012). No Evangelho, sobressai a figura da Bem-aventurada Virgem Maria, que segue o sofrimento do Filho até ao sacrifício supremo no Gólgota. Ela não perde jamais a esperança na vitória de Deus sobre o mal, o sofrimento e a morte, e sabe acolher, com o mesmo abraço de fé e de amor, o Filho de Deus nascido na gruta de Belém e morto na cruz. A sua confiança firme no poder de Deus é iluminada pela Ressurreição de Cristo, que dá esperança a quem se encontra no sofrimento e renova a certeza da proximidade e consolação do Senhor.
5. Por fim, quero dirigir um pensamento de viva gratidão e de encorajamento às instituições sanitárias católicas e à própria sociedade civil, às dioceses, às comunidades cristãs, às famílias religiosas comprometidas na pastoral sanitária, às associações dos operadores sanitários e do voluntariado. Possa crescer em todos a consciência de que, «ao aceitar amorosa e generosamente toda a vida humana, sobretudo se frágil e doente, a Igreja vive hoje um momento fundamental da sua missão» (João Paulo II, Exort. ap. pós-sinodal Christifideles laici, 38).
Confio este XXI Dia Mundial do Doente à intercessão da Santíssima Virgem Maria das Graças venerada em Altötting, para que acompanhe sempre a humanidade que sofre, à procura de alívio e de esperança firme, e ajude todos quantos estão envolvidos no apostolado da misericórdia a tornar-se bons samaritanos para os seus irmãos e irmãs provados pela enfermidade e o sofrimento, enquanto de bom grado concedo a Bênção Apostólica.
Vaticano, 2 de Janeiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI


Fonte: Santa Sé.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Imagens da celebrações do "Natal em Família"-2012 na Comunidade

Abaixo, imagens das celebrações do Natal em Família nas residências da comunidade. Neste ano refletindo documento conciliar "Dei Verbum" sobre a Revelação Divina, em sintonia com o "Ano da Fé".

CLIQUE NAS MONTAGENS PARA AMPLIAR!
Hoje, logo mais às 19h, acontece o último encontro de "Natal em Família". A imagem da Sagrada Família de Nazaré sairá da casa de Dona Carlota e vai em direção à residência de dona Nonata, na Rua C (Rua José Maria Borges dos Santos) do Conj. Broder Ville. 
Participe de mais este momento de Fé!!
FELIZ E SANTO NATAL!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Começa a Novena de "Natal em Família" na comunidade

Na última sexta-feira, 14, começaram as celebrações em preparação para o Santo Natal. Nesse, ano a novena de "Natal em Família" está acontecendo com a peregrinação da imagem da Sagrada Família de Nazaré. A 1ª novena foi na casa de Dona Do Carmo ("Maninha"), zeladora do Apostolado da Oração. 
O "Natal em Família" desse ano está sintonia com o "Ano da Fé" (2012-2013) proclamado pelo papa Bento XVI para comemorarmos o 50º aniversário de Abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965).  Ao longo das celebrações se estudará a Constituição Dogmática DEI VERBUM, "Sobre a Revelação Divina", promulgada no dia 18/11/1965, final do último Concílio.
Na 2ª noite a Sagrada Família peregrinou à casa de Dona Lourdes. 
Continue rezando conosco! Acompanhe as peregrinações às famílias!
Hoje, participe da Celebração da Palavra na Capela, às 19h! Leve seu alimento para a Campanha "Natal sem fome" e sua doação para a Campanha pela Evangelização - Evangeli.Já!
Segunda-feira, 17, a novena acontecerá na família de Dona Maria da Soledade, presidente do  Apostolado da Oração.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Convite: abertura do Ano da Fé na Paróquia Frei Galvão

No próximo dia 23 de dezembro, na tradicional "Missa de Frei Galvão", às 19h, na Igreja-matriz de Santo Antonio de Santana Galvão, no Conj. Joaz Souza, será aberto em nível paroquial o ANO DA FÉ (2012 - 2013) proclamado pelo Santo Padre para comemorarmos os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II e 20 anos do Catecismo da Igreja Católica. 
O Ano da Fé foi aberto em nível universal no dia 11 de outubro passado, no Vaticano, pelo Papa Bento XVI e, em nível diocesano, por Dom Alfredo Scháffler, no dia 10 de novembro.
Nesse dia, os fiéis devem levar uma vela para ser acesa na cerimônia. 
Participe!

ATENÇÃO: Em virtude da abertura do Ano da Fé na Matriz, a missa do 4º domingo em nossa comunidade foi transferida para o dia 30/12, Festa da Sagrada Família de Nazaré.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Fase pós-eleitoral", por Dom Alfredo Scháffler

Boa reflexão para os cristãos-cidadãos da cidade de Parnaíba. Leia:

Fase pós-eleitoral
 
Passadas as eleições a consciência cidadã é desafiada a considerar que está terminada a etapa da campanha eleitoral, anunciados os vitoriosos e iniciada a fase que marca o próximo quadriênio. Esta etapa é tão, ou mais importante quanto a que culminou com a ida as urnas. Os eleitores tem o direito e o dever de acompanhar o desempenho dos seus representantes no Executivo e no Legislativo.
Este acompanhamento é uma participação cidadã de alta importância. Os eleitos estão, nem é necessário dizer, a serviço da sociedade civil. Configurada no seu tecido pelos eleitores, a sociedade tem um valor considerável, de modo que a comunidade política, constituída pelo voto, está a serviço dela.
A sociedade civil, enquanto universal, é a guardiã e destinatária do bem comum com a obrigação e o dever de exigir respeito na medida do direito de cada cidadão. A comunidade civil não pode, portanto, ser considerada, como um apêndice ou uma variável da comunidade política. A civil tem preeminência sobre a política. Sua justificação é o serviço prestado aos cidadãos, todos na construção de uma sociedade justa, solidária e depositaria de valores. A referência é aos valores relacionais, morais, éticos e de abertura a transcendência. Aqui se localiza o lugar educativo e de imprescindível contribuição que a Igreja Católica tem direito e obrigação de oferecer.
A comunidade política não é a fonte única e inesgotável na definição de valores que se constituem como parâmetro e critério para a sua orientação. Quando se pensa, por exemplo, a respeito de ideologias políticas individualistas, totalitárias e relativistas, no que concerne aos valores morais, a comunidade política precisa de instâncias de confronto que lhe podem dar novos rumos. Não se trata da constituição de bancada, por exemplo, na câmara municipal, com qualificação confessional, muitas vezes para atender a interesses de tipo cartorial. Trata-se de um indispensável confronto e presença propositiva à consciência de representantes eleitos, para que esses não se sustentem apenas no ideário ideológico de seus partidos, e nem apenas de modo individualista do tecido de sua própria consciência que precisa, é claro, ser bem permanentemente formada na direção do respeito à vida e na gestão do que é o do bem comum.
O Papa Bento XVI conclamou os bispos, na sua tarefa de ensinar, a formar a consciência moral do povo e esclarecer com veemência a doutrina moral iluminando escolhas e discernimentos no âmbito da política, para garantir rumos adequados e inequívocos quanto ao respeito à vida, desde a fecundação até a morte natural, assim na priorização da infraestrutura e erradicação da miséria.
Não se pode considerar que este período pós-eleitoral significa um silêncio ou um acompanhamento de desfechos. A fé professada com sinceridade, ancorada em referências éticas, alimenta-se de uma fonte indispensável ao exercício desse serviço prestado pela comunidade política.
O momento está exigindo e é propício para que se alcance, com mais rapidez, conquistas na infraestrutura, erradicação da miséria avanços na ciência, tecnologia, economia e educação, e ainda respeito à liberdade religiosa promoção de valores humanos, morais.
A fé cristã tem, pois, importante tarefa, também agora depois das Eleições. Enquanto que temos famílias que sobrevivem do lixo que nós jogamos fora, não podemos dizer que já se resolveu o mais elementar da dignidade das pessoas da nossa cidade.
Firme na fé e fiquem com Deus.

+ Alfredo Scháffler
Bispo de Parnaíba-PI

sábado, 17 de novembro de 2012

LEIA A MENSAGEM DO SANTO PADRE PARA A JMJ-Rio 2013

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI 
PARA A 28ª JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 
NO RIO DE JANEIRO, EM JULHO DE 2013

«Ide e fazei discípulos entre as nações!» (cf. Mt 28,19)

Queridos jovens,
Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madri mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.
Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.
Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.

1. Uma chamada urgente
A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários.
Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.
A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).
Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).

2. Tornai-vos discípulos de Cristo
Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.
Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.
Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).